Embora os nomes desses santos não estejam presentes no calendário litúrgico da Igreja, há muitos séculos a tradição cristã consagrou este dia à veneração da memória de são Zacarias e santa Isabel, pais de são João Batista.
Encontramos a sua história narrada no magnífico evangelho de são Lucas, onde ele descreveu que havia, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Abias; a sua mulher pertencia à descendência de Aarão e se chamava Isabel. Eles viviam na aldeia de Ain-Karim e tinham parentesco com a Sagrada Família de Nazaré.
Foram escolhidos por Deus por sua fé inabalável, pureza de coração e o grande amor que dedicavam ao próximo. Isabel, apesar de sua santidade, era estéril: uma vergonha para uma mulher hebréia, que era prestigiada somente através da maternidade. Mas foi por sua esterilidade que ela se tornou uma grande personagem feminina na historia religiosa do Povo de Deus. Juntos, foram os protagonistas dos momentos que antecederam o mais incrível advento da historia da humanidade: a encarnação de Deus entre os seres humanos.
Estavam velhos, com idade avançada, e como não tinham filhos, julgavam essa graça impossível de ser alcançada. Foi quando o anjo do Senhor apareceu ao velho sacerdote Zacarias no templo e disse-lhe que sua mulher, Isabel, teria um filho que teria o nome de João, que significa "o Senhor faz graça". O menino seria repleto do Espírito Santo desde a gestação de sua mãe, reconduziria muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus e seria precursor do Messias.
Zacarias, inicialmente, manteve-se incrédulo ante o anúncio celeste do nascimento de um filho pelo qual havia rezado com tanto ardor; para que pudesse crer, precisou de um sinal: ele ficou mudo até que João veio à luz do mundo. Na ocasião, sua voz voltou e ele entoou o salmo profético em que, repleto do Espírito Santo, profetizou a missão do filho.
Enquanto isso, devido à proximidade da maternidade, Isabel recolheu-se por cinco meses, para estar em união com Deus. Os dias ela dividia em três períodos: de silêncio, oração e meditação. E foi assim que Isabel, grávida de João e inspirada pelo Espírito Santo, anunciou à Virgem Maria, sua prima, quando esta a visitou: "Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre".
Após o nascimento de João, Zacarias e Isabel recolheram-se à sombra da fama do filho, como convém aos que sabem ser o instrumento do Criador. Com humildade, alegraram-se e satisfizeram-se com a santidade da missão dada ao filho, sendo fiéis a Deus até a morte.
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terça-feira, 5 de novembro de 2013
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Homilia da Celebração de Finados
Hoje a Igreja nos convida a orarmos pelos que já partiram. Por que oramos pelos mortos? Nós, católicos, acreditamos que a morte não nos priva de uma comunicação com os irmãos e irmãs. Ou seja, podemos rezar pelos que já partiram. Quando fazemos isso, unimo-nos aos falecidos em Deus, amamos os falecidos no amor de Deus, pois toda oração é um gesto de amor; se esta é eficaz para ajudar os vivos, será também útil para dar forças para aqueles que precisam completar o seu caminho. A fundamentação bíblica mais clara a este respeito está em 2Mac 12,38s.: Judas Macabeus percebe que os soldados mortos de seu exército tinham cometido idolatria; diante da prática dos idólatras, o exército fez súplicas para que Deus perdoasse o pecado cometido.
Rezamos pelos mortos para que eles completem o que ainda falta para serem plenos, pois apenas desfrutaremos da glória quando estivermos plenamente convertidos, santificados. O Céu não é um lugar em que se entra, mas a participação do amor de Deus de acordo com a mudança de coração de cada pessoa. Quem não muda o coração aqui, terá a mesma dificuldade para fazê-lo depois da morte, antes de participar das alegrias eternas; por isso, é melhor começar aqui. O que chamamos de Purgatório não é um lugar de tormentos, mas uma última oportunidade de conversão para Deus, de total empobrecimento de si, uma graça que Deus nos concede para que sejamos plenos à estatura do Cristo Jesus (Ef 4,13). A nossa oração dá forças para que os falecidos façam o seu caminho.
Algumas reflexões importantes:
1. O Céu não é somente uma conquista, mas um dom de Deus, que deseja que todos participem de sua morada, que nenhum de seus filhos e filhas se percam (Jo 6,39). Não podemos acreditar em um Deus que quer a nossa condenação, nem achar que vamos sozinhos, somente pelos nossos esforços, para o céu.
2. Não acreditamos em um mundo totalmente espiritualizado, mas na ressurreição dos mortos. Oficialmente, a Igreja ensina que aguardamos (mesmo aqueles que já veem Deus face a face) o dia da plenitude do Reino definitivo. Então acontecerá a ressurreição dos mortos. Deus nos dará um corpo imperecível e renovará toda a criação – o mundo visível, material. Portanto, este mundo não deve ser desprezado, pois será renovado para a glória de Deus. Na morada do Céu seremos nós mesmos, com nossa consciência, e teremos a lembrança de nossa história e das pessoas que conviveram conosco.
3. A vida é efêmera. Presenciamos mortes de idosos, de jovens, mortes previsíveis e repentinas. Não sabemos quando será o fim de nossa vida terrena. Lembrar-se dos que morreram é uma boa oportunidade para pensar sobre a nossa vida. A existência terrena tem consequências eternas. O que cada um de nós está fazendo de sua vida? Estamos preparados para fazer a nossa páscoa para a vida totalmente renovada e prometida pelo Senhor?
Vivemos movidos pela esperança da eternidade. Nossa fé vive unida à esperança. Hoje a saudade não deve ser maior do que a certeza da vitória “escrita e gravada com ponteiro de ferro e com chumbo, cravada na rocha para sempre”. Um dia esperamos nos encontrar todos no banquete do Céu. Lembremos de que a Eucaristia já é a antecipação desta vida nova. O Céu começa em nós, em você.
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quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Homilia da Solenidade de Todos os Santos
A Igreja professa a fé na Comunhão dos Santos, pois cremos que existe uma comunhão entre o Céu e a Terra. Os santos do Céu podem interceder por nós, já que estão mais próximos de Deus, como nos diz S. Teresinha: “Passarei o meu Céu fazendo o bem a Terra.” Nós também podemos orar pelos que já partiram, pedindo que tenham a graça de darem o último passo na sua conversão rumo à plenitude no Céu.
Hoje celebramos todos os santos. Não somente aqueles que são canonizados, ou seja, reconhecidos pela Igreja como tais. Mas todos aqueles que já estão na glória de Deus, que participam da santidade de Deus são santos. Entre eles estão mães e pais de família, trabalhadores simples, jovens sinceros, crianças; estão pessoas de todas as classes, línguas e crenças. Por isso, a primeira leitura fala de uma multidão de redimidos que estão “... de pé diante do trono do Cordeiro...” (Ap 7,10). Trata-se de uma grande multidão: os 144 mil representam uma totalidade, provavelmente simbolizam a multidão do AT e do NT, já que 12 são as tribos de Israel e 12 são os apóstolos, multiplicados por 1000. Ou seja, representam uma grande quantidade de pessoas (12X12X1000).
A princípio só Deus é Santo: Ele é perfeito, sem pecado. Mas, Deus nos quer santos: “Sede santos, como o vosso Pai do Céu é santo!” Ao olhar para o Céu, vemos aquilo que nós desejamos ser. Os santos do Céu já são aquilo que nós queremos ser – nós devemos almejar a santidade, almejar o Céu. “Para essa cidade caminhamos, pressurosos, peregrinando na penumbra da fé.” (Prefácio). A segunda leitura nos fala que seremos semelhantes ao próprio Deus. Seremos ressuscitados como Cristo, gloriosos, plenamente felizes. Vivemos animados pela esperança do que ainda seremos, alegres porque a nossa vida limitada será transformada, glorificada.
Para chegar à santidade plena do Céu há um caminho. As bem aventuranças são o programa de vida para se chegar a santidade. Não é apenas o caminho para se chegar ao Céu, mas o caminho para ser bem aventurado aqui e agora, ou seja, feliz. O dom da vida eterna, o dom escatológico, não cai do céu como mágica, mas pressupõe nossa colaboração.
As bem aventuranças mostram que santidade exige liberdade: o reino é dos pequenos, dos pobres de coração (desapegados que não acumulam para si), dos puros de coração (que são sinceros, não usam máscaras), dos misericordiosos (que não julgam), dos que procuram a paz, dos perseguidos pelo amor a Deus e pela fidelidade à justiça. A primeira leitura fala de uma multidão que veio da grande tribulação. Jesus também fala “bem aventurados os perseguidos”. Isso significa que por hora estamos enfrentando as vicissitudes da vida, mas seremos libertados de toda dor. Deus irá enxugar toda lágrima de nossos olhos. Na eternidade não haverá mais morte, luto, grito ou dor, pois todas estas coisas velhas passarão (cf. Ap 21,4).
É preciso uma boa catequese sobre os santos. Ainda a religiosidade popular os considera como deuses, seres divinos que concedem graças mediante novenas, promessas e rezas diversas. Deste modo, os santos são vistos como seres míticos, ficando muito distantes dos seres de carne e osso que, como eu e você, enfrentam as durezas da existência e procuram encarnar na vida o jeito de viver do próprio Cristo. É preciso resgatar os santos como exemplo de virtude, como possibilidade para que também sejamos santos. Os santos da terra não têm auréolas, não têm uma face ingênua, não são desprovidos de emoções, não vestem necessariamente hábitos longos. Os santos são pessoas apaixonadas, que vivem a vida intensamente, que amam a Deus e amam as pessoas, que empregam suas energias para que o Reino de Deus aconteça. Os santos pensam no Céu, mas se preocupam, antes de mais nada, com as coisas deste mundo e com as questões humanas. Santos também pecam, mas não residem no pecado. Ser santo, portanto, não é beatice, não é ter medo de viver, não é abraçar um monte de proibições e normas, não é fugir do mundo e das realidades do dia a dia. Ser santo é viver como uma pessoa de carne e osso que leva a sério as opções de Jesus Cristo.
“Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos” (1 Jo 3,1). Ser santo não depende apenas de nossas forças, mas da graça de Deus. O princípio da santidade é a vida de Deus vivendo em nós. É o seu amor derramado em nossos corações, dado como presente, como dom. Ser santo é responder com amor ao amor de Deus.
Todos os Santos
Só tem sentido falar de “santo” se fazemos referência a Deus, tendo Jesus Cristo como critério de santidade. Ele testemunhou a prática das bem-aventuranças na convivência de seu tempo. Foi capaz de enfrentar os caminhos da vida, seja no sofrimento, como também nas alegrias, colocando sua vida como doação para o bem das pessoas e do mundo.
A santidade é fruto de uma consciência convicta de pertencer a Jesus Cristo e de colocar tudo na vida como prática de amor a Deus. Ela vem da consciência fraterna na comunidade, do respeito e do valor que damos às realidades que nos cercam. Supõe um estilo de vida marcado pela esperança, pela mansidão, pela misericórdia e pureza.
Podemos dizer que os santos são os bem-aventurados, os felizes, que conseguiram prosseguir na vida mesmo tendo que enfrentar dificuldades e sofrimentos. Estão sempre apoiados em Deus e não simplesmente nas coisas materiais, naquilo que é passageiro e que não satisfaz plenamente os desejos do coração das pessoas.
Ser santo é não duvidar do amor de Deus e nem agir com violência revidando atitudes de maldade. É decepcionar-se com as injustiças que acontecem e desrespeitam os mais fracos e indefesos. É ter a capacidade de agir com misericórdia e amor, superando conflitos, desavenças, agindo para defender um mundo de paz.
Santidade e justiça caminham juntas na construção do reino de Deus. Quem se ajusta à vontade soberana de Deus tem lugar em seu reino. É reino de valores que têm preços até de martírio, como aconteceu com o Mestre Jesus Cristo. É o preço pago pela felicidade adquirida no Evangelho, no meio de um mundo de muita hostilidade.
O mundo, no sentido pejorativo, não reconhece o valor e a dignidade de quem participa da filiação divina. Na verdade, não reconhece valores de eternidade. Tudo isto dificulta a fidelidade de quem acredita na mensagem de Jesus Cristo, caminho de santidade e de vida autenticamente feliz. Os contra valores da cultura moderna são totalmente desestimuladores de uma verdadeira santidade de vida.
Dom Paulo Mendes Peixoto
sábado, 26 de outubro de 2013
27 outubro 2013 – 30º Domingo do Tempo Comum – (Lc 18, 9-14)
“Todo aquele que se exaltar, será humilhado!”
Evangelho: (Lc 18, 9-14)
seguinte parábola para alguns que confiavam em si mesmos, tendo-se por justos, e desprezavam os outros: “Dois homens subiram ao Templo para orar; um era fariseu, o outro, um cobrador de impostos. O fariseu rezava, de pé, desta maneira: ‘Ó meu Deus, eu te agradeço por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos, adúlteros, nem mesmo como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana, pago o dízimo de tudo que possuo’. Mas o cobrador de impostos, parado à distância, nem se atrevia a levantar os olhos para o céu. Batia no peito, dizendo: ‘Ó meu Deus, tem piedade de mim, pecador!’ Eu vos digo: Este voltou justificado para casa e não aquele. Porque todo aquele que se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”.
COMENTÁRIO
Hoje comemoramos também o Dia Nacional da Juventude, cujo tema deste ano é “Juventude e missão” e o lema “Jovem: levanta-se, seja fermento”. Neste dia festivo, vamos rezar pelos nossos jovens para que sejam persistentes na difícil tarefa de apresentar Jesus aos milhares de outros jovens que ainda desconhecem a Luz do mundo.
No domingo passado, através da parábola da viúva e do juiz injusto, Jesus valorizou oração. Quis mostrar-nos o valor de se rezar sempre, rezar muito e sem esmorecer. No evangelho de hoje, Jesus não fala mais em quantidade de oração, mas sim, na qualidade da oração. Ensina o modo certo de rezar.
Jesus traça um comparativo entre a oração do publicano e do fariseu, para explicar-nos a maneira certa de se comunicar com Deus. Ao rezar, acima de tudo, é preciso lembrar de que somos pecadores, que estamos diante de Deus e que dependemos de sua infinita misericórdia.
Fariseu era o nome dado ao membro de um partido entre os judeus. Ele se gabava de respeitar a lei, em seus mínimos detalhes. Pagava dízimo, até mesmo, de coisas que não eram exigidas. No entanto, observava os mandamentos apenas para se mostrar perante a sociedade. Não agia com humildade, era orgulhoso e arrogante.
Fariseu deixou de ser apenas um símbolo entre os contemporâneos de Jesus. Fariseu é uma figura bastante atual e presente em nosso dia-a-dia. Ele é o símbolo da hipocrisia, é aquele que diz uma coisa e faz outra. Esconde-se atrás das aparências, do comodismo e adapta as leis aos seus interesses pessoais.
O fariseu joga pesados fardos nas costas dos outros, mas não move uma palha em benefício dos necessitados. Faz longos discursos, apresenta projetos fantásticos para erradicar a pobreza, enquanto que, na calada da noite, promulga e aprova leis para beneficiar a si próprio e a seus aliados políticos.
O fariseu sabe que é muito mais fácil carregar uma cruz dependurada no peito do que sobre o ombro. É mais cômodo e menos cansativo. Disso entende muito bem o fariseu, levar vantagens é o seu passatempo favorito.
Arrogância, prepotência e injustiça tornaram-se tão comuns em suas atividades, que são tratadas como coisas normais. Aquele que não age assim é chamado de anormal. No entanto, convém lembrar que não é só no campo político ou profissional que essas coisas acontecem.
Na verdade, o comportamento do fariseu, não é privilégio daqueles que ocupam altos cargos. Precisamos analisar cuidadosamente nossas ações na comunidade paroquial e, particularmente, diante da coordenação de grupos, movimentos ou pastorais, para não cairmos no mesmo erro do fariseu.
A humildade é um dom e deve ser nossa bandeira. A oração deve ser a manifestação das nossas fraquezas e um constante pedido de perdão. O reconhecimento das nossas culpas e o desejo de não mais errar fortalece a caminhada e nos justifica perante Deus. A oração simples nos aproxima do Pai.
Nossas orações deveriam também conter muito mais agradecimentos. Quantos benefícios que, diariamente, recebemos e nunca paramos para agradecer. Por tudo isso, hoje pedimos a Deus a humildade do publicano para que possamos enxergar nossa fraqueza e nossa pequenez.
Vamos colocar mais qualidade em nossas orações e encerrar este momento agradecendo por nossa saúde e emprego, pela paz e segurança no lar, pela unidade da família, por nossos filhos e por tudo aquilo que recebemos gratuitamente. Vamos agradecer, inclusive, pela oportunidade de poder contribuir com o dízimo para a subsistência de nossa comunidade.
jorge.lorente@miliciadaimaculada.org.br
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Recorde os principais assuntos abordados durante o Ano da Fé
André Cunha
Da Redação
Divulgação
O Ano da Fé teve início em 11/10/2012 - cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará na Solenidade Cristo Rei, em 24/11/13.
Já se passaram doze meses e o Ano da Fé caminha para a sua conclusão daqui a um mês, no dia 24 de novembro. Com a iniciativa, o Papa, hoje emérito, Bento XVI convidou os católicos para uma “autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo”, como diz a Carta Apostólica Porta Fidei, que proclamou o Ano da Fé.
Muitos especialistas se dedicaram em atender o convite de Bento XVI ao longo deste ano e escreveram diversos artigos sobre o assunto. A equipe do noticias.cancaonova.comtambém trabalhou em temas importantes acerca da fé católica durante este período. Entre eles, a Nova Evangelização, principal assunto do Sínodo dos Bispos, realizado em outubro de 2012, no Vaticano.
Para o diretor das Pontifícias Obras Missionárias (POM), padre Camilo Pauletti, o mundo sofreu mudanças e, da mesma forma, a evangelização precisa se adaptar para anunciar o Evangelho a todas as criaturas. O padre conversou com a nossa equipe e apontou caminhos para o avanço da Nova Evangelização no mundo. [Leia aqui]
Outro assunto pautado pela nossa equipe e interligado à Nova Evangelização foi a missionariedade da Igreja. Ainda segundo o padre Camilo, os cristãos precisam abandonar o egoísmo e sair em missão. Foi o que explicou o sacerdote na matéria publicada em 7 de janeiro deste ano.
Alguns aspectos da Doutrina Católica
O principal chamado do Ano da Fé se deu em torno da necessidade de se conhecer melhor a doutrina católica. Deus, segundo o Catecismo da Igreja, é o centro de toda a fé. Conversamos com o padre Paulo Ricardo e ele explicou o significado de Deus na vida do homem. [Leia a matéria]
Ainda em torno da doutrina, padre Paulo Ricardo abordou assuntos específicos como o que são as indulgências e quais seus efeitos e o significado do sinal da cruz para os católicos. "O sinal da cruz no limiar da celebração, assinala a marca de Cristo naquele que vai pertencer-lhe e significa a graça da redenção que Cristo nos proporcionou por sua cruz", explica o Catecismo católico. [Saiba mais]
O Catecismo da Igreja Católica também dedica uma unidade inteira para tratar de um assunto que, para os cristãos, é de suma importância: a oração. Alinhado aos ensinamentos da Igreja, padre Alírio José Pedrini, Dehoniano, autor de vários livros relacionados ao assunto, explica que a oração é o relacionamento de uma pessoa humana com o seu Deus. O sacerdote deu detalhes sobre as formas de oração e explicou porque Deus sempre atende as nossas súplicas. [Leia aqui]
Estritamente ligada ao Ano da Fé está a caridade, uma das três virtudes teologais. Sobre este assunto, o arcebispo de Belém do Pará, Dom Alberto Taveira, recordou sua importância para os católicos e explicou que este dom de Deus vai muito além de atos filantrópicos: trata-se de “amar o próximo com o amor de Deus”. [Leia a explicação de Dom Alberto].
O aspecto vocacional, como parte do ensinamento da Igreja, também foi abordado pela nossa equipe durante o Ano da Fé. De acordo com o padre assessor da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da CNBB, padre Valdecir Ferreira, a Igreja vem lembrando os fiéis e fazendo um apelo para essa redescoberta da vocação. Esse processo, segundo o padre, se dá quando o fiel assume seu próprio batismo. [Entenda]
A Bíblia, ecumenismo e família
Estes foram três assuntos muito comentados durante o Ano da Fé. Bento XVI destacou na Porta Fidei a necessidade de se “readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja”.
Sobre a Bíblia, duas matérias ganharam destaque durante este Ano da Fé. Na primeira, um biblista esclareceu questões sobre as variadas traduções bíblicas. Numa outra, o mestrando em Sagradas Escrituras, padre Antônio Xavier, falou dos livros apócrifos e explicou a melhor forma para serem lidos pelos católicos.
Sobre a Bíblia, duas matérias ganharam destaque durante este Ano da Fé. Na primeira, um biblista esclareceu questões sobre as variadas traduções bíblicas. Numa outra, o mestrando em Sagradas Escrituras, padre Antônio Xavier, falou dos livros apócrifos e explicou a melhor forma para serem lidos pelos católicos.
Já sobre o ecumenismo, o bispo da Diocese de Dourados (MS) e membro da Comissão Episcopal para o Ecumenismo, Dom Redovino Rizzardo, explicou que esta vivência é uma característica de um cristão adulto e verdadeiro. O bispo também dá detalhes sobre como viver a liberdade religiosa no mundo contemporâneo. [Leia aqui]
A família foi tratada durante o Ano da Fé com particularidade. Nesta semana, por exemplo, entre os dias 26 e 27, o Vaticano receberá milhares de famílias durante uma peregrinação, contextualizada no Ano da Fé. Tal importância dá-se à sacralidade da instituição perante Deus e a Igreja, conforme disse João Paulo II: “a família é o Santuário da vida”.
Para o bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Antônio Augusto Dias Duarte, a família não é uma instituição em crise, como muito se diz. "Eu diria que não é a instituição familiar que está sofrendo crise, mas as pessoas que constituem as famílias e que se deixam infeccionar pela cultura do individualismo e do descarte", afirmou o bispo que também é membro da Comissão Episcopal da CNBB para Vida e Família. [Leia mais sobre o assunto]
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
20 outubro 2013 – 29º Domingo do Tempo Comum – (Lc 18, 1-8)
“Quando vier o Filho do Homem, encontrará essa fé na terra?”
Evangelho: (Lc 18, 1-8)
Para mostrar que é necessário orar sempre, sem nunca desanimar, Jesus contou uma parábola: “havia numa cidade um juiz que não temia a Deus e não respeitava ninguém. Havia lá também uma viúva que o procurava, dizendo: ‘faze-me justiça contra o meu adversário’. Durante muito tempo o juiz se recusou. Por fim, disse consigo mesmo: ‘Embora eu não tema a Deus e não respeite ninguém, vou fazer-lhe justiça, porque esta viúva está me aborrecendo. Talvez assim ela pare de me incomodar’. Prosseguiu o Senhor: ´Ouvi o que diz este juiz perverso. E Deus não fará justiça aos seus eleitos, que clamam por ele dia e noite, mesmo quando os fizer esperar? Eu vos digo que em breve lhes fará justiça. Mas, quando vier o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?”
COMENTÁRIO
O Evangelho de hoje fala de justiça, de perseverança, de oração. E fala, acima de tudo, do grande amor de Deus por cada um de nós, e de sua grande preocupação conosco, seus filhos eleitos. Mostra-nos Deus preocupado com nossa fé. E, deixa claro que é preciso muita oração, rezar sem esmorecer, para vencermos as barreiras diárias.
Jesus usa a parábola da viúva e do juiz, para mostrar aos seus discípulos o valor da persistência. Essa senhora dependia de uma ação daquele juiz para se livrar da opressão do adversário. E só conseguiu ser atendida depois de muita insistência.
A viúva que Jesus usou como exemplo, é um personagem bastante comum do nosso dia-a-dia. Ela simboliza o pobre e desamparado que, justamente por não ter como custear as despesas judiciais, é simplesmente privado dos seus direitos perante os fortes e poderosos da nossa sociedade.
A Palavra de Deus não envelhece. Dois mil anos se passaram e parece que Jesus foi buscar esse exemplo nas recentes manchetes dos jornais. Aquele juiz era desonesto, não cumpria com suas obrigações e provavelmente, legislava em causa própria, em benefício dos ricos e de seus aliados políticos. É triste admitir, mas nosso dia-a-dia está repleto de casos semelhantes.
Certamente Jesus não pretendia generalizar a ação, nem ridicularizar a função. Com essa parábola, Jesus queria ressaltar o mau caráter desse homem. Ficou muito claro que esse juiz tinha poder de decisão, mas não exercia sua função com honestidade e retidão.
Juiz quer dizer: aquele que tem o poder de julgar. Entretanto, subentende-se que seu julgamento seja justo e imparcial. Nesta parábola o juiz não é justo e simboliza somente o poder. Infelizmente, esse juiz é o retrato fiel de certos homens públicos e de muitos políticos que manipulam as leis em causa própria.
A viúva simboliza o marginalizado e excluído. Representa a escória da sociedade, os pobres, os doentes, os trabalhadores, os aposentados, enfim, simboliza o povo simples que não tem quem lute por seus direitos.
Nesta parábola de Jesus encontramos também uma lição de cidadania. Não fosse persistente, jamais essa mulher atingiria seu objetivo. A insistência e a coragem da viúva simbolizam a sociedade unida, que sai a campo, que clama por mudanças e por justiça. É a categoria organizada que, através de movimentos pacíficos, não desiste da difícil luta contra o desmando político.
O juiz atendeu à viúva só para não ser importunado. Essa é a reação normal de quem não ama, só cede sob pressão. Através desta parábola, Jesus nos lembra que Deus é Amor e sabe das nossas necessidades, portanto, fará por nós o melhor se pedirmos com humildade e muita fé.
Com este exemplo, Jesus ressalta a importância e a necessidade de sermos perseverantes na oração. Se a viúva tivesse desistido, se não tivesse sido perseverante, não teria recebido a merecida justiça.
Hoje, aprendemos que a oração é o caminho para quem procura a justiça. Acreditar e pedir, insistir sem exigir, essa é a oração que nos aproxima de Deus.
jorge.lorente@miliciadaimaculada.org.br
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