terça-feira, 10 de dezembro de 2013
sábado, 7 de dezembro de 2013
08 dezembro 2013 – Imaculada Conceição – (Lc 1, 26-38)
“Bem-aventurada aquela que acreditou!”
Evangelho: (Lc 1, 26-38)
Evangelho: (Lc 1, 26-38)
No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado da parte de Deus para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem, chamado José, da casa de Davi. O nome da virgem era Maria. Entrando onde ela estava, o anjo lhe disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” Ao ouvir as palavras, ela se perturbou e refletia no que poderia significar a saudação. Mas o anjo lhe falou: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. Ele reinará na casa de Jacó pelos séculos e seu reino não terá fim”. Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, pois não conheço homem?” Em resposta o anjo lhe disse: “O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra; é por isso que o menino santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. Até Isabel, tua parenta, concebeu um filho em sua velhice, e este é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível”. Disse então Maria: “Eis aqui a serva do Senhor. Aconteça comigo segundo tua palavra!” E dela se afastou o anjo.
COMENTÁRIO
Rapidamente caminhamos para o final de mais um ano. Faltam aproximadamente duas semanas para o Natal do Senhor. Natal é uma data é muito significativa. O Verbo Divino se faz homem para nos salvar. A vinda do Menino Deus é o Plano de Amor colocado em prática.
O Plano de Salvação do Pai incluía também a participação de uma humilde personagem, uma criatura muito amada por Deus e por todos nós, seus filhos. Neste Evangelho nos encontramos com a jovem Maria de Nazaré. Corajosa, humilde e de uma fé inabalável.
Assim que o Arcanjo Gabriel lhe disse para não ter medo, não pensou duas vezes; acreditou e corajosamente deu o seu "Sim", para que o Plano de Deus pudesse ser executado.
O diálogo entre a Virgem e o Arcanjo mostra que devemos estar sempre abertos para ouvir aquilo que Deus nos pede. Maria estava aberta ao diálogo. Atentamente ouviu o pedido do Pai, através do Arcanjo e de imediato colocou-se a serviço.
Ao cumprimentá-la, disse o Anjo: "Alegre-se!” A alegria é o presente que recebemos do Pai, é algo que brota de dentro de nós, como dom de Deus, quando cumprimos sua vontade.
A alegria tomou conta Daquela que foi chamada por Deus de "Cheia de Graça". Cheia de Graça porque foi concebida sem pecado, isenta de tudo que ofende a Deus e ao próximo. Maria é uma criatura pura e cristalina, um verdadeiro Sacrário para abrigar o Filho de Deus.
"Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?" Esta foi sua única dúvida. Como mulher inteligente, casta e santa, não conseguia imaginar como poderia se realizar essa gravidez. Mesmo não entendendo a profundidade da resposta do Arcanjo, Maria acreditou e entregou-se totalmente a Deus.
"Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra". É assim que Maria participa da obra redentora de Deus. Mas a sua maternidade divina não é um dom só para ela. É dom para todos nós. Pela obra do Espírito Santo e pela fé de Maria, Cristo entra na história e inicia a obra de redenção da humanidade.
Nossa Mãe é repleta de virtudes, porém, a humildade e a fé nela transparecem. Saem como raios de seu interior, podem ser vistas de longe. Humildade e fé transbordam no coração da Cheia de Graça; são esses os dons que precisamos aprender cultivar e fazer crescer em nossos corações.
Deus concede suas graças conforme a missão que confia a cada um de nós. Pacientemente, Deus espera o nosso sim e, se nos escolheu para o apostolado, certamente, também nos dará as graças necessárias para cumprirmos a tarefa.
Imitar Maria, confiar e entregar-se à vontade divina, essa é a receita, assim deve ser nossa conduta, apesar de, tantas e tantas vezes, nos fazermos de desentendidos e surdos, diante do convite de Deus, para darmos continuidade ao seu projeto de salvação.
jorge.lorente@miliciadaimaculada.org.br
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
O que significa a Coroa do Advento?
Eu Sou a Luz do mundo (Jo 12, 8)
A vela sempre teve um significado especial para o homem, sobretudo porque antes de ser descoberta a eletricidade ela era a vitória contra a escuridão da noite. À luz das velas São Jerônimo traduzia a Bíblia do grego e do hebraico para o latim, nas grutas escuras de Belém onde Jesus Cristo nasceu.
Em casa, a noite, quando falta a energia, todos correm atrás de uma vela e de um fósforo, ainda hoje.
Acender velas nos faz lembrar também a festa judaica de “Chanuká”, que celebra a retomada da Cidade de Jerusalém pelos irmãos macabeus das mãos dos gregos do rei Antíoco IV.
Antes da era cristã os pagãos celebravam em Roma a festa do deus Sol Invencível (Dies solis invicti) no solstício de inverno, em 25 de dezembro. A Igreja sabiamente começou a celebrar o Natal de Jesus neste dia, para mostrar que Cristo é o verdadeiro Deus, o verdadeiro Sol, que traz nos seus raios a salvação. É a festa da luz que é o Cristo: “Eu Sou a Luz do mundo” (Jo 12, 8). No Natal desceu a nós a verdadeira Luz “que ilumina todo homem que vem a este mundo” (Jo 1, 9).
Antes da era cristã os pagãos celebravam em Roma a festa do deus Sol Invencível (Dies solis invicti) no solstício de inverno, em 25 de dezembro. A Igreja sabiamente começou a celebrar o Natal de Jesus neste dia, para mostrar que Cristo é o verdadeiro Deus, o verdadeiro Sol, que traz nos seus raios a salvação. É a festa da luz que é o Cristo: “Eu Sou a Luz do mundo” (Jo 12, 8). No Natal desceu a nós a verdadeira Luz “que ilumina todo homem que vem a este mundo” (Jo 1, 9).
Na chama da vela estão presentes as forças da natureza e da vida. Cada vela marca um ano de nossa vida no bolo de aniversário. Para nós cristãos simbolizam a fé, o amor e o trabalho realizado em prol do Reino de Deus. Velas são vidas que se imolam na liturgia do amor a Deus e ao próximo. Tudo isso foi levado para a liturgia do Advento. Com ramos de pinheiro uma coroa com quatro velas prepara os corações para a chegada do Deus Menino.
Nessas quatro semanas somos convidados a esperar Jesus que vem. É um tempo de preparação e de alegre espera do Senhor. Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador. Nas duas últimas, a Igreja nos faz lembrar a espera dos Profetas e de Maria pelo nascimento de Jesus.
A Coroa é o primeiro anúncio do Natal. O verde é o sinal de esperança e vida, enfeitada com uma fita vermelha que simboliza o amor de Deus que se manifesta de maneira suprema no nascimento do Filho de Deus humanado. A branca significa a paz que o Menino Deus veio trazer; a roxa clara (ou rosa) significa a alegria de sua chegada.
A Coroa é composta de quatro velas nos seus cantos presas aos ramos formando um círculo. O círculo não tem começo e nem fim, é símbolo da eternidade de Deus e do reinado eterno do Cristo. A cada domingo acende-se uma delas.
As quatro velas do Advento simbolizam as grandes etapas da salvação em Cristo. No primeiro domingo do Advento, acendemos a primeira vela que simboliza o perdão a Adão e Eva. Cristo desceu a Mansão dos mortos para dar-lhes o perdão. No segundo domingo, a segunda vela, acesa coma primeira, representa a fé dos Patriarcas: Abraão, Isaac, Jacó, que creram na Promessa da Terra Prometida, a Canaã dos hebreus; dali nasceria o Salvador, a Luz do Mundo. A terceira vela, acessa com as duas primeiras, simboliza a alegria do rei Davi, o rei que simboliza o Messias porque reuniu sob seu reinado todas as tribos de Israel, assim como Cristo reunirá em si todos os filhos de Deus. É o domingo da alegria. Esta vela têm uma cor mais alegre, o rosa ou roxo claro. A última vela simboliza os Profetas, que anunciaram um reino de paz e de justiça que o Messias traria. É a vela branca.
Tudo isso para nos lembrar o que anunciou o Profeta: “Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor.” (Is 11,1-2).
“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz. Vós suscitais um grande regozijo, provocais uma imensa alegria; rejubilam-se diante de vós como na alegria da colheita, como exultam na partilha dos despojos. 3. Porque o jugo que pesava sobre ele, a coleira de seu ombro e a vara do feitor, vós os quebrastes, como no dia de Madiã. Porque todo calçado que se traz na batalha, e todo manto manchado de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão presa das chamas; porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz. Seu império será grande e a paz sem fim sobre o trono de Davi e em seu reino. Ele o firmará e o manterá pelo direito e pela justiça, desde agora e para sempre. Eis o que fará o zelo do Senhor dos exércitos” (Is 9,1-6).
Prof. Felipe Aquino
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Quais as atitudes interiores para o Advento?
Tempo do Advento: reconhecimento e acolhimento do Senhor que vem. Ao encerrarmos o ciclo comum do tempo litúrgico, adentramos, como Igreja, no Tempo do Advento. Ao refletirmos, liturgicamente, numa dimensão celebrativa que vise o comprometimento de vida, celebramos, nesse período, Jesus Cristo, no tempo e na história dos homens. É Ele quem vem nos trazer a salvação. É, portanto, o tempo da expectativa, e todo cristão é chamado a vivê-lo em plenitude, para que, dignamente preparado, esteja em condições de receber o Senhor que vem.
O Advento contempla, no conjunto do seu sentido espiritual, duas dimensões fundamentais. A primeira observa o mistério da Encarnação, Jesus que se encarnou, assumindo nossa humanidade. Já a segunda dimensão nos leva ao coração, para a promessa de Cristo Jesus acerca de Sua Segunda Vinda. Encarnação e Segunda Vinda de Jesus, eis os dois aspectos que devem iluminar, como um farol, a boa vivência da nossa espiritualidade nesse tempo litúrgico.
Mas quais seriam as atitudes interiores próprias para que o Tempo do Advento não passe sem realizar um efeito eficaz na nossa história de vida? Deixo aqui algumas indicações para uma boa preparação para a Vinda do Senhor:
1- Manter-se vigilante na fé e na oração, numa abertura atenta e disponível para reconhecer os "sinais" da vinda do Senhor em todas as circunstâncias e momentos da vida, até o fim dos tempos. Ou seja, viver essa saudável e tão necessária tensão escatológica, daqueles que não enfraquecem no zelo e na expectativa do cumprimento das promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nas promessas de Jesus repousa e baseia-se a solidez da nossa esperança. Uma esperança que não é circunstancial, mas sobrenatural e eterna. Rever a vivência do batismo, à luz dessas verdades fundamentais, ajuda-nos a dispor o coração para Deus.
2- Colocar a vida no caminho traçado por Deus, no projeto divino de salvação, ou seja, na vontade salvífica do Senhor. Isso significa não se extraviar por caminhos tortuosos, mas converter-se para seguir Jesus rumo ao Reino de Deus Pai. Essa constitui outra tensão saudável que também não pode estar ausente da vida de todo cristão que se preze: a tensão de conversão. Sem esta ninguém agrada a Deus, pois se perde a essência do homem novo, o qual se encontra em contínua construção, rumo à plenitude, que é Deus. Aquele que busca conversão caminha para o Tudo que é Deus; já o que não a busca, caminha para o nada de si mesmo, para o nada da vida.
3- Ser testemunha da alegria que Jesus Salvador nos traz com caridade afável e paciência para com os outros. Tendo por comportamento uma abertura para todas as iniciativas de bem, por meio das quais já se constrói o Reino futuro na alegria sem fim. Isso significa que a alegria salvífica deve estar sempre presente na vida testemunhal do cristão, mesmo em meio às dificuldades da vida. Jesus Cristo é a nossa alegria e salvação, rejubilemos sempre pela graça que nos foi concedida.
4- Manter um coração pobre e vazio de si, imitando São José, Nossa Senhora, João Batista e os outros pobres do Evangelho, na humildade de quem sabe reconhecer e acolher Jesus, o Filho de Deus, Salvador da humanidade. Buscar e atualizar, na vida, a centralidade do mistério de Cristo, que sempre nos favorece na preparação rumo ao encontro do Senhor Jesus que vem a nós.
Participar da Celebração Eucarística, nesse tempo do Advento, significa acolher e reconhecer o Senhor, o qual, continuamente, vem ficar no meio de nós; é segui-Lo no caminho que leva ao Pai. Com Sua vinda gloriosa, no fim dos tempos, que Ele nos introduza, todos juntos, no Reino, para nos fazer "tomar parte na vida eterna" com os bem-aventurados e santos do céu.
Que a vivência desse tempo litúrgico seja fecundo na vida de todos nós. Uma caminhada de recolhimento, que traz em si o potencial de purificar a vida na justiça e na verdade, preparando os caminhos do Senhor. Que o Cristo não nos encontre passivos, indiferentes, excessivamente preocupados com aquilo que passa, aponto de não percebermos o valor e a presença do Eterno que vem a nós. Sejamos todos ativos e comprometidos nas atitudes interiores que o Senhor nos chama a viver, para que nossa esperança seja vivificada. Tomemos cuidado com o materialismo e o excesso de atividades terrenas. Tais realidades são perigosas e capazes de desviar e esvaziar a vida do seu verdadeiro e mais profundo mistério: apontar para uma caminhada perseverante rumo à eternidade! Seja ativo e concreto nas suas respostas de vida, em função do mistério celebrado e vivido. Creia para viver com sabedoria a vida terrena, e viva intensamente de acordo com sua fé, que deve sempre apontar para o Céu. Eis o cristão de verdade, sem falsidade, que caminha com sabor de eternidade!
Padre Eliano Luiz Gonçalves
Vice-reitor do Seminário Diocesano N.S. Mãe dos Sacramentos
O Advento contempla, no conjunto do seu sentido espiritual, duas dimensões fundamentais. A primeira observa o mistério da Encarnação, Jesus que se encarnou, assumindo nossa humanidade. Já a segunda dimensão nos leva ao coração, para a promessa de Cristo Jesus acerca de Sua Segunda Vinda. Encarnação e Segunda Vinda de Jesus, eis os dois aspectos que devem iluminar, como um farol, a boa vivência da nossa espiritualidade nesse tempo litúrgico.
Mas quais seriam as atitudes interiores próprias para que o Tempo do Advento não passe sem realizar um efeito eficaz na nossa história de vida? Deixo aqui algumas indicações para uma boa preparação para a Vinda do Senhor:
1- Manter-se vigilante na fé e na oração, numa abertura atenta e disponível para reconhecer os "sinais" da vinda do Senhor em todas as circunstâncias e momentos da vida, até o fim dos tempos. Ou seja, viver essa saudável e tão necessária tensão escatológica, daqueles que não enfraquecem no zelo e na expectativa do cumprimento das promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nas promessas de Jesus repousa e baseia-se a solidez da nossa esperança. Uma esperança que não é circunstancial, mas sobrenatural e eterna. Rever a vivência do batismo, à luz dessas verdades fundamentais, ajuda-nos a dispor o coração para Deus.
2- Colocar a vida no caminho traçado por Deus, no projeto divino de salvação, ou seja, na vontade salvífica do Senhor. Isso significa não se extraviar por caminhos tortuosos, mas converter-se para seguir Jesus rumo ao Reino de Deus Pai. Essa constitui outra tensão saudável que também não pode estar ausente da vida de todo cristão que se preze: a tensão de conversão. Sem esta ninguém agrada a Deus, pois se perde a essência do homem novo, o qual se encontra em contínua construção, rumo à plenitude, que é Deus. Aquele que busca conversão caminha para o Tudo que é Deus; já o que não a busca, caminha para o nada de si mesmo, para o nada da vida.
3- Ser testemunha da alegria que Jesus Salvador nos traz com caridade afável e paciência para com os outros. Tendo por comportamento uma abertura para todas as iniciativas de bem, por meio das quais já se constrói o Reino futuro na alegria sem fim. Isso significa que a alegria salvífica deve estar sempre presente na vida testemunhal do cristão, mesmo em meio às dificuldades da vida. Jesus Cristo é a nossa alegria e salvação, rejubilemos sempre pela graça que nos foi concedida.
4- Manter um coração pobre e vazio de si, imitando São José, Nossa Senhora, João Batista e os outros pobres do Evangelho, na humildade de quem sabe reconhecer e acolher Jesus, o Filho de Deus, Salvador da humanidade. Buscar e atualizar, na vida, a centralidade do mistério de Cristo, que sempre nos favorece na preparação rumo ao encontro do Senhor Jesus que vem a nós.
Participar da Celebração Eucarística, nesse tempo do Advento, significa acolher e reconhecer o Senhor, o qual, continuamente, vem ficar no meio de nós; é segui-Lo no caminho que leva ao Pai. Com Sua vinda gloriosa, no fim dos tempos, que Ele nos introduza, todos juntos, no Reino, para nos fazer "tomar parte na vida eterna" com os bem-aventurados e santos do céu.
Que a vivência desse tempo litúrgico seja fecundo na vida de todos nós. Uma caminhada de recolhimento, que traz em si o potencial de purificar a vida na justiça e na verdade, preparando os caminhos do Senhor. Que o Cristo não nos encontre passivos, indiferentes, excessivamente preocupados com aquilo que passa, aponto de não percebermos o valor e a presença do Eterno que vem a nós. Sejamos todos ativos e comprometidos nas atitudes interiores que o Senhor nos chama a viver, para que nossa esperança seja vivificada. Tomemos cuidado com o materialismo e o excesso de atividades terrenas. Tais realidades são perigosas e capazes de desviar e esvaziar a vida do seu verdadeiro e mais profundo mistério: apontar para uma caminhada perseverante rumo à eternidade! Seja ativo e concreto nas suas respostas de vida, em função do mistério celebrado e vivido. Creia para viver com sabedoria a vida terrena, e viva intensamente de acordo com sua fé, que deve sempre apontar para o Céu. Eis o cristão de verdade, sem falsidade, que caminha com sabor de eternidade!
Padre Eliano Luiz Gonçalves
Vice-reitor do Seminário Diocesano N.S. Mãe dos Sacramentos
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
01 dezembro 2013 – 1º Domingo do Advento – (Mt 24, 37-44)
“Vigiai, porque não sabeis o dia em que chegará vosso Senhor”
Evangelho: (Mt 24, 37-44)
A vinda do Filho do homem será como nos dias de Noé. Nos dias que antecederam o dilúvio, as pessoas comiam, bebiam, casavam-se e se davam em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Elas nem se deram conta, até que veio o dilúvio e as arrastou a todas. Assim será a vinda do Filho do homem. Estarão dois na lavoura, um é levado e o outro é deixado. Duas mulheres estarão moendo trigo no moinho, uma é levada e a outra é deixada. Vigiai, pois, porque não sabeis o dia em que chegará o Senhor. Vós bem sabeis que, se o pai de família soubesse em que hora da noite viria o ladrão, estaria de vigia e não deixaria arrombar-lhe a casa. Por isso estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais virá o Filho do homem.
COMENTÁRIO
Estamos iniciando um novo Ano Litúrgico. São três os anos litúrgicos, ano A, B e C. Este é o ano A. Estaremos refletindo o evangelho de São Mateus. Diferentemente do ano civil, o ano litúrgico não tem seu início no primeiro dia do mês de janeiro, mas sim no primeiro domingo do Advento.
Advento significa vinda, chegada. É tempo de espera, é o período de quatro semanas que antecede o Natal. É uma época muito bonita e festiva, com muitas tradições, luzes e presentes. É tradição enfeitar e limpar as casas no Natal, afinal elas devem estar limpinhas para receberem um convidado muito especial.
No entanto, é muito triste saber que milhares de casas são enfeitadas para acolher somente o papai-noel. Poucos estão cientes que o ilustre convidado não é uma lenda de barbas brancas, mas sim Jesus Cristo. Advento é tempo de preparação para receber o Menino Deus. Vamos então, começar a faxina e preparar uma grande festa para o aniversariante que quer, mais uma vez, renascer em nós.
Vamos aproveitar este período e prepararmo-nos para acolher o verdadeiro motivo desta festa. O amor é o detergente que limpa e embeleza, é luz que ilumina. Só através dele e da convivência fraterna poderemos transformar os corações em aconchegantes manjedouras para acomodar o Salvador do Mundo.
O evangelho de hoje, a princípio, parece assustador. Fala que Jesus virá como no tempo de Noé. Lembra o dilúvio que, praticamente, eliminou todos os seres vivos da face da terra.
Se levarmos ao pé da letra o que acabamos de ler, podemos chegar a conclusão de que Deus não nos ama e que está só esperando uma pequena distração para, sorrateiramente, chegar, julgar e condenar.
Certamente não é assim o Nosso Deus. Jesus nos ama e deu sua própria vida para nos salvar. Deus quer o melhor para cada um de nós, no entanto Ele alerta que é preciso estar atento e vigilante, pois caso contrário poderá ser tarde quando realmente chegar o dia do juízo final.
Ninguém deve se desesperar, mas também não pode negligenciar. Estar atento significa viver calmamente como se fossemos eternos e, ao mesmo tempo, viver intensamente a partilha e o amor, como se fosse hoje nosso último dia. Resumindo: o que parece uma previsão sombria, é na verdade uma boa notícia.
O Evangelho é sempre uma Boa Notícia, uma mensagem de alegria e de esperança. A Palavra de Deus é vida e salvação. Deus sempre nos fala de forma muito clara. Por isso, se a leitura bíblica nos traz medo e angústia, significa que não estamos entendendo, nem vivendo, a verdadeira mensagem do evangelho.
Se soubéssemos o dia e a hora, nunca teríamos a casa arrombada. Como não temos essa informação, a única alternativa é manter uma constante vigilância para preservar nosso patrimônio. Hoje estamos muito bem, porém amanhã... como será nosso amanhã? Só Deus é quem sabe, por isso só quem estiver preparado terá preservado seu mais caro patrimônio, a própria vida.
Para preservar a vida é preciso perceber a presença constante de Jesus orientando-nos a trilhar seus caminhos, ensinando como se aproximar sem escravizar e como construir um mundo de paz, de justiça e de amor.
O Filho do Homem não tem a menor pretensão de chegar de surpresa. Tranqüilize-se, felizmente Ele já chegou. Jesus está aqui e dá garantias de vida eterna para quem enxergá-lo no próximo.
Início do Ano Litúrgico
O Ano Litúrgico começa com o advento, que significa "preparação para a chegada". No dia 01 de dezembro de 2013, primeiro domingo do advento, inicia-se um novo Ano Litúrgico, seguindo o evangelho de Mateus (Ano A).
Nossa vida cotidiana é uma eterna correria e, de repente, nos damos conta de que adquirimos muita experiência, porém estamos mais velhos e cansados. Visto dessa forma, o tempo parece nos aprisionar e condenar a um destino fatal.
A perspectiva bíblica sobre o tempo é bem outra. A encarnação de Jesus inaugurou o tempo novo da graça e da salvação.
O Reino já está presente neste mundo e será pleno na eternidade. Assim, o momento atual é o tempo e o lugar para usufruirmos a vida nova na força do Espírito Santo e alcançarmos a salvação definitiva.
Eis que o nosso tempo se transforma numa esperançosa história de salvação que revela o amor e a misericórdia de nosso Deus providente. Há somente um pré-requisito para fazer parte desta história: "convertei-vos e crede na Boa-Nova". Este chamado acompanhará o cristão durante toda a sua vida.
Hoje, entre nós, se manifesta a graça, assim como Jesus afirmou na sinagoga de Nazaré, quando proclamou o profeta Isaías: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me ungiu, para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista".
Ao final da leitura, solenemente afirmou: "Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura".
O Ano Litúrgico é um contínuo "hoje", pois a salvação é sempre atual e está a nossa mão.
O Espírito Santo atualiza, por seu poder transformador, o mistério de Cristo.
O Ano Litúrgico, celebrado pela Igreja, quer nos colocar eficazmente em contato com a salvação oferecida gratuitamente pelo Senhor. Ao celebrar os eventos protagonizados por Cristo, a Igreja faz memória deles e torna-nos contemporâneos. O Ano Litúrgico comemora o próprio Cristo, em movimento no tempo e no espaço a continuar sua obra salvífica.
A celebração destes acontecimentos reproduz em nós a vida e a imagem do Filho de Deus, para que cada vez mais possamos ser transformados no mistério que celebramos. Cada mistério da vida de Cristo implica diretamente em nossa vida e em nosso destino final de filhos de Deus.
Possa cada um de nós acompanhar, com vontade, com amor, com humildade, os passos de Jesus, através do Ano Litúrgico que em breve se iniciará.
Nossa vida cotidiana é uma eterna correria e, de repente, nos damos conta de que adquirimos muita experiência, porém estamos mais velhos e cansados. Visto dessa forma, o tempo parece nos aprisionar e condenar a um destino fatal.
A perspectiva bíblica sobre o tempo é bem outra. A encarnação de Jesus inaugurou o tempo novo da graça e da salvação.
O Reino já está presente neste mundo e será pleno na eternidade. Assim, o momento atual é o tempo e o lugar para usufruirmos a vida nova na força do Espírito Santo e alcançarmos a salvação definitiva.
Eis que o nosso tempo se transforma numa esperançosa história de salvação que revela o amor e a misericórdia de nosso Deus providente. Há somente um pré-requisito para fazer parte desta história: "convertei-vos e crede na Boa-Nova". Este chamado acompanhará o cristão durante toda a sua vida.
Hoje, entre nós, se manifesta a graça, assim como Jesus afirmou na sinagoga de Nazaré, quando proclamou o profeta Isaías: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me ungiu, para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista".
Ao final da leitura, solenemente afirmou: "Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura".
O Ano Litúrgico é um contínuo "hoje", pois a salvação é sempre atual e está a nossa mão.
O Espírito Santo atualiza, por seu poder transformador, o mistério de Cristo.
O Ano Litúrgico, celebrado pela Igreja, quer nos colocar eficazmente em contato com a salvação oferecida gratuitamente pelo Senhor. Ao celebrar os eventos protagonizados por Cristo, a Igreja faz memória deles e torna-nos contemporâneos. O Ano Litúrgico comemora o próprio Cristo, em movimento no tempo e no espaço a continuar sua obra salvífica.
A celebração destes acontecimentos reproduz em nós a vida e a imagem do Filho de Deus, para que cada vez mais possamos ser transformados no mistério que celebramos. Cada mistério da vida de Cristo implica diretamente em nossa vida e em nosso destino final de filhos de Deus.
Possa cada um de nós acompanhar, com vontade, com amor, com humildade, os passos de Jesus, através do Ano Litúrgico que em breve se iniciará.
| Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG. |
sábado, 23 de novembro de 2013
Encerramento do Ano da Fé
Perseverar na Alegria da Fé
Chegamos ao final do Ano da Fé. Tivemos oportunidade para
fazer crescer e fortalecer a fé teologal em nossa vida pessoal
e comunitária.
Deus revelou a sua face. Quis viver no meio de nós, para que
pudéssemos conhecê-lo e amá-lo. Jesus Cristo é a verdadeira
revelação de Deus (cf. Jo 14, 9). Assim sendo, podemos crer
em Deus, porque Deus nos toca, porque Ele está em nós.
Podemos nele crer, porque está naquele que nos enviou: Ele
viu o Pai (cf. Jo, 6, 46); ele é “o único a conhecê-lo e que pode
revelá-lo”. Poderíamos dizer então que “a fé é a participação
no olhar de Jesus”.
Por outro lado, a fé não é um ato individual, mas eclesial. “Uma
comunidade paroquial e também toda Igreja local que não seja
capaz de comunicar com palavras novas a Palavra eterna,
que não seja capaz de gestos, sinais, caminhos corajosos,
buscados e experimentados com criatividade, poderia ser
um perigoso sinal de declínio na resposta ao dom da fé que o
Espírito dá, constantemente, a todos” (Viver o Ano da Fé, Ed.
CNBB, pág. 181).
Redescobrir a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo na
comunicação da fé será um dos grandes frutos do Ano da Fé.
O sentido de pertença à Igreja implica a consciência de que a
fé vive pela transmissão dentro de uma tradição que leva até
Cristo. Não interrompamos essa transmissão. Escrevamos e
gravemos o Símbolo da fé na memória e no coração, para fazer
dele nossa oração de cada dia.
Dom Nelson Westrupp, scj
Bispo Diocesano de Santo André
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