quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Bíblia: alma da Igreja



Há quem à Bíblia dedica uma praça, faz-lhe um monumento, usa-a como um talismã protetor do lar... Nós lhe dedicamos, de forma mais direta, um mês. Um mês de estudo, reflexão, oração, ação. Quanto já se orou, se refletiu, se estudou a Bíblia durante o mês de setembro!

A Bíblia, a Palavra de Deus escrita, sempre foi a alma da Igreja. Por isso desde o segundo século, a Igreja, já então chamada de católica para diferenciá-la dos grupos sectários, assumiu a “lista “ (cânon, livros canônicos) dos textos sagrados do Antigo Testamento, conforme a tradução do hebraico para o grego chamada “dos Setenta”, tradução em uso entre os cristãos daquele tempo. E sentiu a necessidade de criar a lista dos novos textos sagrados, o Novo Testamento, surgidos a partir do testemunho dos apóstolos sobre Jesus. Estes textos, transmitidos de comunidade em comunidade, foram sendo reconhecidos por toda a Igreja como autênticos e sagrados, tanto que no fim do segundo século já havia unanimidade nas comunidades acerca dos textos que compunham o Novo Testamento.

Por mil e trezentos anos, nunca ninguém colocou em dúvida o cânon, isto é, a lista dos textos que compunham a Bíblia. Somente Martinho Lutero achou por bem recusar os textos (que depois foram chamados “deuterocanônicos”) que estavam na tradução chamada “dos Setenta”, mas não no cânon hebraico, assumido por ele.

Ao longo de dois mil anos, com as variantes necessárias ligadas às diversas culturas e vicissitudes, a Igreja estudou a Bíblia com intensidade e amor, guiada pela inspiração do Espírito Santo. E a estuda ainda agora, ao ser ela, a Igreja, “rede lançada” nas águas profundas do novo milênio.

A Igreja terá força de futuro, isto é, capacidade de fermentação no novo milênio, na medida em que souber, sempre de novo e com intensidade, voltar à sua fonte originária de inspiração: a Sagrada Escritura.

Um dos pontos que caracterizam a escuta “católica” da Palavra de Deus é a consciência de que a Bíblia é um “todo” de revelação. A Igreja tem consciência de que fixar-se unilateralmente neste ou naquele trecho, separando-o do todo, antes de ser iluminação, é surdez e cegueira, causa de tantos equívocos e interpretações pretextuosas, de ontem e de hoje, ainda que televisionadas e proferidas por autodenominados bispos, apóstolos e missionários! A Bíblia foi escrita por homens “inspirados pelo Espírito Santo”, mas que utilizaram a linguagem e a cosmovisão de seu mundo e de sua época. Por isso não se pode lê-la com espírito fundamentalista. 

Ao vivermos os primeiros anos do novo milênio, ao enfrentarmos as águas deste mar, ao assumirmos o desafio de irmos em profundidade no nosso ser pessoa, comunidade e sociedade, queremos fazê-lo a partir do dom inestimável da Palavra de Deus, viva entre nós.

É importante que busquemos na Palavra de Deus nosso sustento espiritual. Em todas as celebrações ela está presente, mas é necessário que esteja também no nosso dia-a-dia. Para que se faça presente de forma eficaz em nossa vida, são necessárias algumas atitudes importantes: fé, oração, humildade, ligação com a vida; ter o coração livre para amar, a boca para anunciar e denunciar, a cabeça para pensar e meditar, os joelhos dobrados em oração. Desta maneira estaremos em sintonia com o ensinamento do apóstolo Paulo que, na segunda carta a Timoóteo (2Tm 3, 16- 17), afirma que “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, repreender, corrigir, educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, qualificado para toda boa obra.“

Por: Dom Fernando Mason

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Nhá Chica


Mineira pode se tornar a primeira santa brasileira

Depois de Santo Antônio de San'Ana Galvão (1739-1822), canonizado em 2007 pelo papa Bento XVI, a Igreja Católica pode reconhecer, em uma mulher do povo, a primeira santa brasilera. Em 28 de junho, o sumo pontífice reconheceu um milagre atribuído a Nhá Chica, a mineira filha de escravos que vai se tornar beata.

História

Nhá Chica
Ainda pequena Francisca de Paula de Jesus, que nasceu no Distrito de Santo Antônio do Rio das Mortes em São João Del Rey -MG chegou em Baependi, MG. Estava acompanhada por sua mãe, uma ex- escrava e por seu irmão Teotônio. Com eles, poucos pertences e uma imagem de Nossa Senhora da Conceição.
Em 1818, com apenas 10 anos de idade, a mãe de Nhá Chica faleceu deixando aos cuidados de Deus e da Virgem Maria as duas crianças, Francisca Paula de Jesus e seu irmão, então com 12 anos. Órfãos de mãe, sozinhos no mundo, Francisca Paula e Teotônio, cresceram sob os cuidados e a proteção de Nossa Senhora, que pouco a pouco foi conquistando o coração de Nhá Chica. Esta, a chamava carinhosamente de "Minha Sinhá" que quer dizer: "Minha Senhora", e nada fazia sem primeiro consultá-la.
Nhá Chica soube administrar muito bem e fazer prosperar a herança espiritual que recebera da mãe. Nunca se casou. Rejeitou com liberdade a todas as propostas de casamento que lhes apareceram. Foi toda do Senhor. Se dava bem com os pobres, ricos e com os mais necessitados. Atendia a todos os que a procuravam, sem discriminar ninguém e, para todos tinha uma palavra de conforto, um conselho ou uma promessa de oração. Ainda muito jovem, era procurada para dar conselhos, fazer orações e dar sugestões para pessoas que lidavam com negócio. Muitos, não tomavam decisões sem primeiro consultá-la, e para tantas pessoas, ela era considerada uma "santa", todavia em resposta para quem quis saber quem ela, realmente, era, respondeu com tranquilidade: "... É porque eu rezo com fé".
Sua fama de santidade foi se espalhando de tal modo que pessoas de muito longe começaram a visitar Baependi para conhecê-la, conversar com ela, falar-lhe de suas dores e necessidades e, sobretudo para pedir-lhe orações. A todos, atendia com a mesma paciência e dedicação, mas nas sextas feiras, não atendia a ninguém. Era o dia em que lavava as próprias roupas e se dedicava mais à oração e à penitência. Isso porque sexta-feira é o dia que se recorda a Paixão e a Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo para a salvação de todos nós. Às Três horas da tarde, intensificava suas orações e mantinha uma particular veneração à Virgem da Conceição, com a qual tratava familiarmente como a uma amiga.
Nhá Chica era analfabeta, pois não aprendeu a ler nem escrever, desejava somente ler as Escrituras Sagradas, mas alguém as lia para ela, e a fazia feliz. Compôs uma Novena à Nossa Senhora da Conceição e em Sua honra, construiu, ao lado de sua casa, uma Igrejinha, onde venerava uma pequena Imagem de Nossa Senhora da Conceição que era de sua mãe e, diante da qual, rezava piedosamente para todos aqueles que a ela se recomendavam. Essa Imagem, ainda hoje, se encontra na sala da casinha onde ela viveu, sobre o Altar da antiga Capela.
Em 1954, a Igreja de Nhá Chica foi confiada à Congregação das Irmãs Franciscanas do Senhor. Desde então teve início bem ao lado da Igreja, uma obra de assistência social para crianças necessitadas que vem sendo mantida por benfeitores devotos de Nhá Chica. Hoje a "Associação Beneficente Nhá Chica" (ABNC) acolhe mais de 160 crianças entre meninas e meninos.
Ao longo dos anos, a "Igrejinha de Nhá Chica", depois de ter passado por algumas reformas, é hoje o "Santuário Nossa Senhora da Conceição" que acolhe Peregrinos de todo o Brasil e de diversas partes do mundo. Muitos fiéis que visitam o lugar, pedem graças e oram com fé. Tantos voltam para agradecer e registram suas graças recebidas. Atualmente, no "Registro de graças do Santuário", podem-se ler aproximadamente 20.000 graças alcançadas por intermédio de Nhá Chica.
A Venerável morreu no dia 14 de junho de 1895, estando com 87 anos de idade, mas foi sepultada somente no dia 18, no interior da Capela por ela construída. As pessoas que ali estiveram sentiram exalar-se de seu corpo um misterioso perfume de rosas durante os quatro dias de seu velório. Tal perfume foi novamente sentido no dia 18 de junho de 1998, 103 anos depois, por Autoridades Eclesiásticas e por membros do Tribunal Eclesiástico pela Causa de Beatificação de Nhá Chica e, também, pelos pedreiros, por ocasião da exumação do seu corpo. Os restos Mortais da Venerável se encontram hoje no mesmo lugar, no interior do Santuário Nossa Senhora da Conceição em Baependi, protegidos por uma Urna de acrílico colocada no interior de uma outra de granito, onde são venerados pelos fiéis

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Catequese Orante

" Pai,...a vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o Deus único e verdadeiro, e aquele que enviastes, Jesus Cristo" (Jo 17,3)

















segunda-feira, 27 de agosto de 2012

27 de agosto, dia de Santa Mônica


Mônica nasceu em Tagaste, no ano 331, no seio de uma família cristã. Desde muito cedo dedicou sua vida a ajudar os pobres, que visitava com frequência levando o conforto através das palavras de Deus.

Seu marido era um jovem pagão, de nome Patrício, que a maltratava. Mônica encontrava o consolo nas orações e Deus recompensou sua dedicação, pois ela pôde assistir o batismo do marido, que se converteu sinceramente um ano antes de morrer.

Ela teve três filhos, Agostinho e Navígio e Perpétua, que se tornou religiosa. Porém, Agostinho, foi sua grande preocupação, motivo de amarguras e muitas lágrimas. O coração de Mônica sofria muito com as notícias dos desmandos do filho e por isso redobrava as orações e penitências. Certa vez, ela foi pedir os conselhos do Bispo, que a consolou dizendo: "Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas".

As súplicas de Mônica foram finalmente ouvidas e seu filho, após anos de vida desregrada, converteu-se ao cristianismo, tornando-se um mestre em teologia. Assim, Mônica colhia os frutos de suas orações e de suas lágrimas. Mas a mãe zelosa pouco conviveu com o filho convertido, pois no ano de 387 faleceu santamente.

O Papa Alexandre III confirmou o tradicional culto à Santa Mônica e a proclamou "padroeira das mães cristãs".

Reflexão:

Santa Mônica continua rogando pelas mães e por seus filhos, pelas esposas e seus maridos e por todos os pobres pecadores que necessitamos nos converter.

A fórmula de Mônica para evitar as brigas em casa era a seguinte: “Quando meu marido está de mal humor, eu me esforço para estar de bom humor. quando ele grita, eu me calo. E como para brigar precisam de dois e eu não aceito a briga, nós não brigamos". Milhares de mães e de esposas encomendaram-se em todos estes séculos a Santa Mônica, para que as ajude a converter a seus maridos e filhos, e conseguiram conversões admiráveis.

Oração:

Ó Santa Mônica, que pela oração e pelas lágrimas, alcançastes de Deus a conversão de Vosso filho transviado, olhai para o meu coração, amargurado pelo comportamento do meu filho desobediente, rebelde e inconformado, que tantos dissabores causou ao meu coração e a toda a família. Que Vossas orações se juntem com as minhas, para comover o bom Deus, a fim de que Ele faça meu filho entrar em si e voltar ao bom caminho.

Padre Evaldo César Souza, C.Ss.R

sábado, 25 de agosto de 2012

Oração da (do) Catequista

Senhor.
Como os discípulos de Emaús, somos peregrinos.
Vem caminhar conosco!
Dái-nos teu Espírito, para que façamos da catequese 
caminho para o discipulado.
Transforma nossa Igreja
em comunidades orantes e acolhedoras,
testemunhas de fé, de esperança e de caridade.
Abre nossos olhos para reconhecer-Te
nas situações em que a vida está ameaçada.
Aquece nosso coração, para que sintamos sempre a tua presença.
Abre nossos ouvidos para escutar a tua Palavra,
fonte de vida e missão.
Ensina-nos a partilhar e comungar do Pão,
alimento para a caminhada.
Permanece conosco!
Faze de nós discípulos missionários, 
a exemplo de Maria, sempre fiel,
sendo testemunhas de tua Ressurreição,
Tu que és o Caminho para o Pai. Amém!

Fonte: ABC Litúrgico

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Dia do Catequista


26 de Agosto - Dia do Catequista
Quando Jesus se sentava entre os amigos e os discípulos e lhes falava de Deus
Quando se esquecia das horas passadas felizes debaixo da sombra das árvores para revelar a Boa Nova a todos, quando abria seu coração para ensinar a rezar, a cuidar da vida, a ser bom, a buscar a verdade e a justiça, a chamar Deus de Pai, Paizinho, Jesus era catequista.

Quando Maria, lá na sua casa de Nazaré, colocava Jesus menino em seus joelhos e lhe falava de Deus e lhe explicava a história do povo de Israel, quando juntos rezavam os salmos, quando ela abria seu coração e louvava ao Senhor, cantando como os anjos do céu, Maria era catequista.

Quando Ana, mãe de Maria, chamava a filha junto de si e lhe falava das promessas de Deus, quando lhe lembrava as profecias que anunciavam o Messias, quando rezavam juntas para que o Salvador viesse logo, Ana era catequista.

E a história vai longe no tempo passado e irá mais longe no tempo futuro, porque ser catequista é uma alegria muito grande, porque é transmitir a preciosíssima herança da fé, o bem mais importante que uma família pode legar a seus filhos, que uma comunidade pode dar a seus irmãos. Porque ser catequista é aceitar um dom de pura doação e felicidade, visto que só é possível falar da abundância do coração. Porque ser catequista é assumir também o testemunho de vida, visto que a palavra ensinada precisa ter o eco dos gestos e dos sentimentos, e dos atos e do olhar. Porque ser catequista é ser sempre discípulo e um pouco mestre, sempre disponível e missionário.

Mas a maior alegria de ser catequista é viver se sentindo como que junto a Jesus, debaixo das árvores, ouvindo-o falar de Deus. Naquelas horas de encontro, de partilha e pura felicidade, parece que Maria nos toma em seu colo de Mãe e os anjos se aproximam para louvar ao Senhor. Porque a catequese pode ser como que um pedacinho de Paraíso, espaço e tempo de busca e encontro de Deus.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

É Preciso Manter Velas Acesas!


Quatro velas estavam queimando calmamente.
O ambiente estava tão silencioso, que podia se ouvir o diálogo entre elas.
 disse:
- Eu sou a PAZ, e apesar da minha luz, as pessoas não conseguem manter-me acesa.
Em seguida a sua chama devagarinho se apagou totalmente.
 disse:
- Eu me chamo ! Infelizmente sou supérflua para as pessoas. Elas não querem saber de Deus, por isso não faz sentido continuar queimando.
Ao terminar a sua fala, um vento bateu levemente sobre ela, e a chama se apagou.
Baixinho e triste, a  vela se manifestou:
- Eu sou o AMOR! Não tenho mais forças para queimar. As pessoas me deixam de lado, porque só conseguem enxergar elas mesmas, esquecem até daquelas que estão à sua volta. E também se apagou.
De repente, chegou uma criança e viu as três velas apagadas ...
- Que é isto? Vocês devem ficar acesas e queimarem até o fim.
Então a 4ª vela falou:
- Não tenhas medo, criança! Enquanto eu estiver acesa, poderemos acender as outras velas.
Quando apagamos as chamas da PAZ, FÉ e AMOR, ainda assim, nem tudo está perdido..
Alguma coisa há de ter restado dentro da gente. E isto tem que ser preservado, acima de tudo...
Então a criança pegou a vela da ESPERANÇA e acendeu novamente as que estavam apagadas: PAZ, FÉ, AMOR e ESPERANÇA.
Que a vela da ESPERANÇA nunca se apague dentro de você. Ela é a nossa luz no fim do túnel. O caminho da felicidade precisa, antes, ser pavimentada com Esperança...
Para tê-la, é preciso uma busca incessante, e ao encontrá-la, ter a coragem de trazê-la para dentro de nós.
Meu desejo, é que a vela da Esperança, do Amor, da , da Paz e daAmizade nunca se apaguem em sua vida!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

É POSSÍVEL ENCONTRAR-SE COM DEUS NA INTERNET?

Passou-se o tempo em que internet era apenas um meio de comunicação. Agora, não só acessamos a internet como agimos nela, vivemos neste mundo on-line que, de certa forma, se mescla com nosso mundo real. Mas será que Deus também está presente neste meio? Será que podemos encontrá-Lo no ambiente virtual?
“Sim, Deus está presente no mundo virtual, porque o homem está ali. Temos de entender que a web é um ambiente, no qual o homem vive, e Deus se faz presente onde o homem vive”, diz padre Antonio Spadaro, PHD em teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, diretor e editor da revista La Civiltà Cattolica (literatura, novas tecnologias aplicadas às ciências humanas, teologia) e escritor do livro “Cyberteologia – reflexões do Cristianismo em tempos de rede”.
Padre Antonio Spadaro. Reprodução: Destrave
Destrave: Padre, há espaço para Deus na internet e nas redes sociais?
Padre Spadaro: Absolutamente, sim. Na realidade, a internet não é como um martelo ou um prego, não é um instrumento para fazer coisas. Internet é um ambiente de vida. Assim como os homens vivem, na vida off-line, sua vida ordinária, podemos dizer que a net é um destes ambientes, no qual o homem também vive. E Deus está presente onde o homem está.
Destrave: A internet e as novas tecnologias podem nos ajudar a encontrar Deus e melhorar nossa espiritualidade?
Padre Spadaro: O modo de usar a internet não é diferente, por exemplo, do modo de realizar nossas reuniões em família. Temos de pensar que a rede responde ao desejo mais profundo do ser humano, que é de conhecimento e relação. Bento XVI disse, claramente, na sua ‘Caritas in Veritate’, que as novas tecnologias exprimem a liberdade do homem, sua capacidade de escolha, de ser um homem moral e de exprimir valores. Então, a partir deste discurso podemos entender que espiritualidade tem muito a ver com tecnologia. Depois, nós podemos ver como vão surgindo o que chamamos de ‘aplicativos do espírito’, ou seja, aplicativos ligados ao mundo da espiritualidade que nos ajudam a rezar, que contém textos de meditação.
Destrave: Como podemos melhorar nossa maneira de evangelizar pela internet e pelas redes sociais?
Padre Spadaro: O melhor modo é não considerar a internet um instrumento de evangelização, mas viver bem o ser cristão na rede. O cristão é chamado a compartilhar a própria vida e não somente conteúdos explicitamente religiosos. Agora, se a pessoa é ela mesma na rede, consegue evangelizar. Evangeliza pelo contato, pela proximidade, pelos gostos de um cristão. Ele não precisa confundir a evangelização como a comunicação de uma ideologia, pois é a própria vida que dá testemunho do Evangelho.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

DEVOÇÕES EXPLOSIVAS


É lícito dizer que adoramos uma parte do Cristo? Se for explicada, sim, se não for pode ser devoção explosiva. Muitos fiéis já falam de adorar as mãos, os pés, os dedos, os ombros, as chagas, o sangue, os olhos do Cristo sem explicar o que entendem por isso. Podemos chegar a um impasse na catequese se não explicarmos melhor tais devoções. Será um Cristo aos pedaços ou dicotomizado. Não se adora um pedaço do corpo de Cristo. 

*** 
Aqui vale a reflexão-pergunta de Paulo quando soube das divisões na comunidade, em função de pessoas e nomes. Paulo inquiria: Está Cristo dividido? foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo? (1Cor 1, 13) Os coríntios não deveriam dividir o Cristo, separando os apóstolos em melhor ou maior. Devoções que salientam ombros, mãos ensangüentadas, mãos ungidas, cabeça coroada de espinhos podem ser excelente meios de catequese, desde que o fiel mais simples entenda que não estamos adorando aquela parte e, sim, o Cristo por inteiro simbolizado naquela dor ou naquele membro. 

Da forma como tenho ouvido e visto parece-me que tem faltado a explicação do catequista, Ora-se, falando com o sangue e a água, com as mãos e com o coração de Jesus, sem falar a Jesus. O ideal seria dizer: 

Ó Cristo que, com tuas mãos ensangüentadas na cruz, apontavas para um amor maior, tende piedade de nós. 

Ó Cristo que, com os teus pés feridos de missionário buscavas o povo para levá-lo à fraternidade e ao Reino de Deus, tende piedade de nós. 

Ó Jesus, cujo coração sagrado bateu por nós e deu o sangue até á última gota por nós, fazei o nosso coração semelhante ao vosso. 

Ó Cristo que na coroa de espinhos que sangrou tua cabeça mostraste até que ponto se ama a humanidade, tornou nosso pensamento cada dia mais solidário. 

*** 
Uma coisa é orar à pessoa do Cristo, simbolizada por algum órgão, ou pelo seu sangue e outra é falar com o sangue, o coração e as mãos do Cristo, sem explicar isso aos mais simples. Nem todo mundo entende tais expressões. 

Falo como professor de Comunicação Católica; mas ninguém, precisa me ouvir. Nem mesmo quem foi ou é meu aluno. Cumpro o meu dever de alertar. Cada fiel deve saber como quer evangelizar. Mas que precisamos tomar cuidado com o que dizemos, precisamos! Prefiro dizer que adoro o Jesus que morreu na cruz do que a cruz na qual Jesus morreu. Isso não diminui em nada o valor da sua dor nem o sentido da cruz. Mas ajuda os fiéis e entenderem que a cruz só tem sentido por causa do crucificado. Cremos que ele era Deus. A cruz na qual ele morreu não era nem é. 
*** 
Optei por não cantar: Ó Cruz, nós te adoramos, ou ó Cruz, tu nos salvarás. Se me pedem para cantar, eu mudo para: Jesus, nós te adoramos ou: Na cruz, Tu nos salvarás. Discordo de muitos colegas que jamais explicam. Dou a eles o direito de discordarem de mim. Mas, que o debate deve ser feito, deve! 

Dias atrás uma senhora me trouxe uma mão de cera pedindo que a benzesse, porque era a mão de Jesus. Perguntei se não queria um crucifixo, que seria bem mais bíblico, porque mostrava Jesus no seu ato supremo de amor por nós. Ela se negou. Queria aquela mão manchada de sangue, porque era a mão que abençoava sua família. De nada adiantou minha catequese. Ela veio vacinada e foi embora vacinada contra explicações que não confirmassem o seu jeito de crer. 

*** 
Querem saber se benzi aquela mão? Não. Percebi, pela maneira como ela se expressou, que aquele objeto tinha virado fetiche. Ela atribuía poder à aquele objeto. Não tinha sentido catequético. Um outro padre o fez e ele agora é o mais novo herói daquela católica que não aceita nenhuma catequese oficial. Tem que ser do jeito dela. 

Ela me lembra uma outra senhora que me pediu para depositar no cofre de moedas de São Judas, em São Paulo, uma nota de um cruzeiro, quando já era o tempo do real. Expliquei-lhe que aquilo não ajudaria obra nenhuma. E ela retrucou com aspereza: - Ponha lá e cale a boca! Quando eu quiser ouvir aulas de catecismo, eu vou procurar uma escola. Sua função é atender a fé dos fiéis... 
Quem ouviu balançou a cabeça. Olhei para o teto, respirei fundo, pequei a nota e a pus no cofre, porque ela não podia esperar na fila. Imagino que São Judas no céu tenha dado um sorriso. Orei por ela e por católicos que acham que não têm mais nada que aprender. Afinal 30 ou 40 anos de estudos pelo visto não valem nada diante de uma fé sem livros, mas absolutamente certa... 
Pe Zezinho scj 
www.padrezezinhoscj.com 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Creio na Assunção


Creio na Assunção de Maria ao céu, em corpo e alma, mesmo nas vésperas do ano 2000, na era da cibernética triunfante e no tempo em que tudo me fala de progresso científico, de divinização da matéria e de escalada às estrelas. 

Creio na Assunção de Maria porque creio na Palavra de Cristo, a nos prometer um corpo glorificado, semelhante ao que ele mesmo ganhou, depois da morte. 

Creio na Assunção de Maria porque creio também na palavra da Igreja, depositária da fé proclamada pelos Apóstolos, mensageira daquela esperança que lançou raízes no túmulo de Cristo e, graças à ressurreição do mesmo, se transformou em certeza para nós. 

Creio na Assunção de Maria porque creio na beleza e no valor do corpo humano, criado à imagem e semelhança de Deus, bem sabendo que a imagem de Deus não pode ser engolida pela escuridão de um sepulcro, nem apagada para sempre das páginas da criação. 

Creio na Assução de Maria porque creio no destino final do ser humano, santificado pela graça do pai consagrado pela aliança com ele e purificado pelo sangue de Cristo. Destino final que não pode ser um cemitério ou um forno crematório - mas o de contemplar o rosto de Deus e o de estar com Cristo, onde Cristo estiver. 

Creio na Assunção de Maria porque creio na exaltação dos pequeninos humilhados, dos pobres esquecidos, dos injustiçados sem voz, dos sofredores sem vez, dos abandonados sem proteção, dos misericordiosos descartados, dos mansos violentados... 

Creio na Assunção de Maria porque creio na justiça de Deus, que jamais deixa sem resposta e sem prêmio nossa fé e nossa esperança, nosso serviço e nosso sofrimento, nossa dedicação e nosso amor. 

Creio na Assunção de Maria porque aguardo também a minha, a tua e a nossa "assunção", na Casa e no Coração do Pai!

Virgilio Ciaccio


terça-feira, 14 de agosto de 2012

SINAL DA CRUZ: PERSIGNAÇÃO E BENÇÃO

 
Muitos de nós nos benzemos com o Sinal da Cruz, mas não paramos para meditar cada gesto que forma o sinal em nossa face. Alguns de nós pode ter aprendido este significado quando ainda era muito pequeno, no tempo da catequese, e por essa razão ter esquecido. Outros nunca tiveram acesso a essa explicação.
O Sinal da Cruz se faz de dois modos: Persignando-se e Benzendo-se
Benzer-se é fazer uma cruz, com a mão direita aberta, da testa ao peito e do ombro esquerdo ao direito, dizendo: Em nome do Pai, e do Filho, + e do Espírito Santo. Amém.
Esse não é apenas um gesto simbólico,por Ele expressamos, anunciamos três verdades ou dogmas fundamentais da nossa religião: o Dogma da Santíssima Trindade, da Encarnação e da Morte de Jesus Cristo. Quando você diz: “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, você está proclamando o Mistério da Santíssima Trindade. “Quando você leva à testa as pontas do dedo da mão direita aberta, dizendo”: “Em nome do Pai”… você desse com a mão na vertical e toca no peito continuando: “…e do Filho”, você está indicando o mistério da Encarnação: o Filho de Deus desceu ao seio da Virgem Maria. Depois, levando a mão direita para o ombro esquerdo (e do “Espírito…”) você completa a cruz tocando o ombro direito (“… Santo…”), você está indicando a morte de Jesus na Cruz.
Persignar-se é fazer três cruzes com o dedo polegar da mão direita aberta: a primeira na testa; a segunda na boca; a terceira no peito, dizendo: Pelo Sinal + da Santa Cruz, Livrai-nos, Deus, + Nosso Senhor, dos nossos + Inimigos.
Existe uma piedosa explicação que nos diz que a cruz na testa é para Deus nos livrar dos maus pensamentos; na boca, para nos livrar das más palavras; e, no peito, para nos livrar das más ações. Mas existe um sentindo Litúrgico mais abrangente e expressivo para o verdadeiro cristão autêntico na fé e na boa nova do Evangelho: A cruz na testa , lembra que o Evangelho deve ser entendido, estudado, conhecido; a cruz nos lábios lembra que o evangelho deve ser proclamado, anunciado (missão de todo cristão); e a cruz no peito, à altura do coração, nos indica que o evangelho, acima de tudo, deve ser vivido, pregado e testemunhado por todos os que acreditam que Cristo ressuscitou. Também o Cristão que for fazer a proclamação e leitura da Boa Nova, deve fazer a cruz na leitura do Evangelho a ser lido, indicando com isso que cada palavra pronunciada seja um despertar para cada cristão ser luz e sal para o mundo.
O momento em que geralmente fazemos o persignar-se é na liturgia da palavra, quando nos preparamos para ouvir a Palavra de Deus. Devemos com isso também estarmos de Pé, indicando com essa posição, que estamos prontos para seguir, dispostos a marchar com Jesus para onde Ele nos levar.
O Sinal da Cruz é o sinal do cristão: 1º porque serve para distinguir os cristãos dos infiéis, e 2º porque indica os principais mistérios da nossa fé.
Ele que foi traçado em nossa fronte no dia do nosso batismo assinala a marca de Cristo naquele que vai pertencer-lhe e significa a graça da redenção que Cristo nos proporcionou por sua cruz. Estamos marcados, toda a nossa vida pertence a Deus.
Devemos fazer o sinal da cruz pela manhã, ao despertar; à noite, ao deitar; antes e depois das refeições; no princípio e no fim de qualquer trabalho; antes de começar a oração; nas tentações e nos perigos.
E também quando passamos em frente a uma igreja por respeito e pelo desejo de que Deus esteja sempre presente em nossa vida.
Também o Cristão que for fazer a proclamação e leitura da Boa Nova, deve fazer a cruz na leitura do Evangelho a ser lido, indicando com isso que cada palavra pronunciada seja um despertar para cada cristão ser luz e sal para o mundo.
Hoje, infelizmente, milhares de católicos não fazem mais o sinal da cruz; os mesmos “esparramam” os dedos pelo rosto, peito e ombros, parece que estão mais se lavando do que benzendo-se. É preciso fazer o sinal da cruz com o máximo de piedade e respeito.
Devemos sempre através de nosso exemplo de Cristãos autênticos buscar corrigir nossos irmãos que ainda não conhecem o significado importantíssimo do sinal da cruz, dizendo a eles que não precisa dar o “tapinha na boca” nem beijar os dedos quando finalizamos com o “ Amém”. Usando é claro, o bom senso para não ferir nem magoar ninguém. Sinal este que hoje, muitas vezes, passa despercebido seu verdadeiro significado.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Semana da Família.

O equilíbrio entre o trabalho e a festa na vivência familiar

Kelen Galvan
Da Redação


Arquivo
'Família que faz festa sabe equilibrar também o trabalho', destaca padre Wladimir
“A família e o trabalho e a festa constituem dádivas e bençãos de Deus para nos ajudar a viver uma existência plenamente humana”. A frase do Papa Bento XVI no 7º Encontro Mundial das Famílias, realizado em Milão, na Itália, há alguns meses, conduz também as reflexões da Igreja no Brasil, que promove de 12 a 18 deste mês a "Semana Nacional da Família.

O tema é o mesmo do encontro mundial: "A Família: o trabalho e a festa". Primeiramente para estar em sintonia com o Pontifício Conselho para as Famílias e com o próprio Papa, já que a sugestão do tema foi apresentada por ele. E em segundo lugar porque essas duas dimensões da família trazem ensinamentos muito profundos, conforme explica o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família (CEPVF) da CNBB, padre Wladimir Porreca.

Segundo o sacerdote, a "família que faz festa sabe equilibrar também o trabalho. E fazer festa significa relacionar-se, encontrar-se, comemorar a vida humana em todas as suas etapas e também celebrar a maior festa que é a Missa".

"Qual a melhor forma de equilibrar o trabalho numa família? Entrando na dimensão da festa. E o Papa Bento XVI apresentou isso, de forma muito bonita, quando ele motivou todos os cristãos católicos a não perderem o sentido da festa humana, da festa cristã, que é a grande festa dos filhos de Deus", explica padre Wladimir.

Muitas famílias têm conseguido administrar bem essas duas dimensões e, mesmo com os desafios, não entraram na "ditadura do consumismo", mas conseguiram colocar em primeiro lugar o relacionamento humano, a vida familiar, só depois vem todo o resto, destaca o sacerdote.

Porém, segundo ele, outras tantas, mesmo tendo consciência do valor da família, são arrastadas pelo consumismo desenfreado.

Diante disso, a Semana Nacional da Família quer refletir sobre a dimensão do trabalho e da festa na vivência familiar, destacando a importância de cada uma e orientando sobre o equilíbrio que precisa haver para que, de fato, o trabalho esteja a serviço da pessoa humana.

Com a valorização do relacionamento familiar será fortalecida a unidade e a paz na família, como destaca o subsídio "Hora da Família" proposto pela Comissão da CNBB para orientar as reflexões desta semana. 


http://noticias.cancaonova.com/

sábado, 11 de agosto de 2012

A Missa e seu significado

“Pegando o cálice, deu graças e disse: 'Tomai este cálice e distribuí-o entre vós (...) Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: 'Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim'. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: "Este cálice é a nova aliança em meu sangue, que é derramado por vós...".

(Lc 22, 17-20)


Nessa ocasião Jesus celebrou a primeira missa. É importante notar que o Senhor pede que o cálice seja distribuído entre todos; é a partilha, a comunhão entre os presentes. Depois, Jesus diz “isto é”. Ele não disse isto representa ou significa, mas disse bem claramente “é”. Neste momento, no mundo inteiro é celebrada uma missa onde o pão é transformado no Corpo de Cristo e o vinho transformado em Seu Sangue, pelo poder do Espírito Santo.

O grande milagre
A Missa é a maior, a mais completa e a mais poderosa oração da qual dispõe o católico.

Entretanto, se não conhecemos o seu valor e significado e repetimos as orações de maneira mecânica, não usufruiremos os imensos benefícios que a missa traz.

Lembremo-nos, antes de qualquer coisa, de que somos convidados especiais. Jesus convida a cada um de nós em particular para esta festa. Preparemo-nos, portanto, de um modo muito mais cuidadoso do que para qualquer outra festa, porque nesse caso o anfitrião é Deus em pessoa.

Ao entrar na Igreja, saibamos dar valor à graça de Deus que nos trouxe ao momento presente, abrindo nosso coração na certeza de que Deus nos ama. Ao entrar, é também importante persignar-se com água benta, pois essa é uma maneira de recordarmos o nosso Batismo e invocar a proteção e a bênção do Senhor.

A Missa é para todos, mas a maneira de cada um participar pode ser diferente. Depende da fé que as pessoas têm. Existe quem vem à Missa para fazer pedidos a Deus, outros apenas para cumprir uma obrigação e outros com alegria e fé, para louvar e bendizer a Deus. E você porque veio à Missa? (pausa)

Reflitamos um pouco mais sobre a forma de como cada um participa da Missa lendo a seguinte história: 

Numa certa cidade, uma bela catedral estava sendo construída. Ela era inteiramente feita de pedras, e centenas de operários moviam-se por todos os lados para levantá-la. Um dia, um visitante ilustre passou para visitar a grande construção. O visitante observou como aqueles trabalhadores passavam, um após o outro, carregando pesadas pedras, e resolveu entrevistar três deles. A pergunta foi a mesma para todos. 

- O que você está fazendo? 

- Carregando pedras, disse o primeiro. 
- Defendendo meu pão, respondeu o segundo. 

Mas o terceiro respondeu:

- Estou construindo uma catedral, onde muitos louvarão a Deus, e onde meus filhos aprenderão o caminho do céu. 

Essa história relata que apesar de todos estarem realizando a mesma tarefa, porém a maneira de cada um realizar é diferente. Assim igualmente acontece com a Missa. Ela é a mesma para todos, contudo a maneira de participar é diferente, dependendo da fé e do interesse de cada um: 

- Existem os que vão para cumprir um preceito; 

- Há os que vão à Missa para fazer seus pedidos e orações; 

- E há aqueles que vão à Missa para louvar a Deus em comunhão com seus irmãos.

MAS PORQUE IR À IGREJA?

O individualismo não tem lugar no Evangelho, pois a Palavra de Deus nos ensina a viver fraternalmente. O próprio céu é visto como uma multidão em festa e não como indivíduos isolados. A Igreja é o povo de Deus. Com ela Jesus fez a Nova e Eterna Aliança no seu Sangue. A palavra Igreja significa Assembléia. É um povo reunido na fé, no amor e na esperança pelo chamado de Jesus Cristo.

A Missa foi sempre o centro da comunidade e o sinal da unidade, pois é celebrada por aqueles que receberam o mesmo batismo, vivem a mesma fé e se alimentam do mesmo Pão. Todos os fiéis formam um só "corpo". São Paulo disse aos cristãos: "Agora não há mais judeus nem grego, nem escravo, nem livre, nem homem, nem mulher. Pois todos vós sois UM SÓ em Cristo Jesus" (Gl 3,28).


http://www.catequisar.com.br

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Qual a diferença entre a Bíblia católica e a Bíblia “protestante”


Existe uma diferença quanto ao número de Livros. O Novo Testamento da Bíblia evangélica e o nosso são iguais = 27 Livros. Mas o Antigo Testamento da Bíblia evangélica ou protestante não possui 7 Livros que fazem parte da Bíblia Católica.

A Bíblia dos evangélicos não possui o Livro deJudite, Tobias, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, I Macabeus e II Macabeus. Além disso, o Livro de Daniel na Bíblia protestante, não tem os capítulos 13 e 14, e os versículos 24 a 90 do capítulo 3. Não tem também os capítulos 11 a 16 de Ester.

EXPLICAÇÃO: 

Os judeus eram radicalmente nacionalistas. Por isso, achavam que Deus só poderia inspirar os Livros escritos na língua dos judeus, que era o hebraico e o aramaico. Achavam também que a Palavra de Deus só poderia ser escrita dentro do território de Israel, e até o tempo de Esdras.

Quando os judeus começaram a ser espalhar pelo mundo, logo após a destruição de Jerusalém (ano 70 d.C), eles mesmos viram a necessidade de traduzir o Livro Sagrado para o grego, que era a língua mais universal daquela época. E, nessa tradução foram incluídos esses 7 Livros (que estavam escritos em grego). Foi daí que surgiram as discussões. Os fariseus que zelavam pela pureza e conservação das escrituras Sagradas não quiseram aceitar esses 7 Livros como inspirados por Deus. Isso não quer dizer que tanto uma como a outra não são verdadeiras. Todas as duas são Palavra de Deus.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Conhecendo Nossa Bíblia.

" Toda a Bíblia é Inspirada por Deus. A Bíblia serve para Ensinar o que é Verdadeiro, para Corrigir e para Educar na Justiça".
(2Tm 3,16)


A Bíblia é o livro mais lido e mais conhecido no mundo inteiro.
A Palavra Bíblia vem da língua grega e quer dizer: "Coleção de Livros" ou "Biblioteca".
O Antigo Testamento foi escrito antes da vinda de Jesus.
Ele é formado de 46 livros.
O Novo Testamento foi escrito depois da vinda de Jesus.
Ele é formado por 27 livros.
A Bíblia tem 73 livros, divididos em capítulos e versículos.
Os capítulos e versículos são indicados de forma abreviada. Por exemplo: Mt 4,1-5, lê-se assim: Evangelho de São Mateus, capítulo quatro, versículos de um a cinco.
É muito importante que toda a família tenha a Bíblia.

A Bíblia é a Palavra de Deus.
Vamos ouvir a Palavra de Deus sempre com atenção!




Vamos Orar pelos Nossos Pais...

Dinâmica – A força da família


Passos

Distribuir a todos os participantes pedaços de cordão, com cerca de 80 cm de comprimento cada.

  1. Pedir que todos partam o cordão que receberam em dois pedaços. (Provavelmente todos vão conseguir);
  2. Pedir que todos juntem os dois pedaços, formando um cordão mais forte, e tentem parti-los ao meio, transformando o cordão original em quatro pedaços. (Aqueles que não conseguirem devem ser ajudados pelos vizinhos
  3. Pedir que todos juntem os quatro pedaços, formando um cordão ainda mais forte, na verdade quatro vezes mais forte que o original. Pedir que todos partam este novo cordão (Formado pelos quatro cordões juntos) no meio. Provavelmente ninguém vai conseguir, pois o cordão, alem de estar quatro vezes mais forte estará com apenas 20 cm o que dificulta a ação.
Conclusão

  • Perguntar aos participantes a que conclusão chegaram após esta experiência.

O  Coordenador enfim conclui:

  1. O Cordão original representa um membro da família sozinho. É fraco e pode ser rompido com facilidade. é vulnerável e sujeito a desviar-se do bom caminho.
  2. O Cordão duplo representa dois membros da família juntos. Já são mais fortes. Um protege e ampara o outro. Mas… ainda podem ser partidos. Não representam uma família.
  3. O Cordão quádruplo representa a família constituída de PAI, MÃE e FILHOS. Esta sim, é forte. todos se amparam, protegem. Os mais velhos (os pais) instruem e educam os filhos. Todos tem maiores chances de serem felizes e prósperos, vencedores na vida.