quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Liturgia da Palavra - parte I

Por que Liturgia da Palavra (LP)?

Deus reúne seu povo em assembleia para dialogar e lhe comunicar seus mistérios e segredos de vida e amor; a boa notícia que o faz 

viver livre, fraterno e feliz.
A palavra de Deus impregna, perpassa e semeia todas as celebrações da Igreja. Se algum dia, por absurda hipótese, fosse retirado tudo o que é Palavra de Deus das celebrações, não restaria muita coisa. Essencialmente as celebrações litúrgicas estão impregnadas da Palavra de Deus, e não poderia ser de outra maneira, pois justamente as celebrações alimentam permanentemente a fé das comunidades. De domingo a domingo, o povo é alimentado pelo Senhor com o pão da Palavra, a qual revela seus mistérios e comunica sua força transformadora.
A Palavra de Deus na liturgia está presente como elemento explícito, isto é, toda celebração comporta algum tipo de proclamação da Palavra. Dela se extraem textos para leitura , a explicação da homilia e os salmos para cantar. De seu espírito e de sua inspiração nascem orações, preces e hinos litúrgicos; dela os sinais e ações tiram seus significados ( por exemplo, olhando o círio pascal, lembramos do Apocalipse 21,6; as flores, do Cântico 1,14). A Palavra transforma, enche de vida a comunidade e a recria com força renovada. A Palavra articulada com Rito Eucarístico ( parte sacramental da missa) realiza uma unidade perfeita, em que o mistério anunciado se faz presença e atuação nos dons apresentados, na ação de graças sobre esses mesmos dons, no gesto de partir o pão e nos dons santificados para serem distribuídos e comidos . Assim a Palavra, que numa mesa é anunciada, noutra se faz corpo na comunhão dos fiéis.
Fonte: Catequese Litúrgica - A missa explicada
Pe. Guilherme Micheletti

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Incensar


O incenso é uma resina e essência vegetal aromática, originária de uma planta da Arábia. Em combustão, essa resina exala odor forte e agradável. A fumaça produzida sobe mais alto que o fogo e simboliza a oração que se eleva na direção do Deus Altíssimo: "Que minha oração suba até vós como a fumaça do incenso!" ( Salmo 140,2a). Nas celebrações litúrgicas,serve para criar uma particular atmosfera de oferenda e oblação. A este respeito é bonito lembrar que um dos magos ofereceu incenso a Jesus, reconhecendo-o assim como Rei Salvador esperado pelas nações (cf. Mateus 2,11). Incensar é reconhecer a dignidade das pessoas reunidas em assembleia para o louvor a Deus. Atualmente seu uso é facultativo.
Fonte: Catequese Litúrgica - A missa explicada
PE. Guilhermo Micheletti

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Aspergir com água benta

Aspergir provêm do latim ad-spergere: espalhar, orvalhar. Trata-se de um rito que consiste em derramar água benta sobre os fiéis (ou sobre alguns objetos) para abençoá-los e purificá-los; em outras ocasiões, para dedicar igrejas e consagrar altares, e também logo após o Ato Penitencial, no sentido de purificação dos pecados. Na noite da Vigília Pascal, como parte da liturgia batismal, a água é abençoada para que, depois da renovação das promessas do Batismo e da profissão de fé, a assembleia seja aspergida com a água pura que jorra do Crucificado/Ressuscitado.
Particularmente durante o Tempo Pascal, pode-se fazer a aspersão batismal no inicio da celebração eucarística, ou no momento do Ato Penitencial, para significar que, pela ressurreição de Jesus, toda a criação foi lavada e purificada de todo pecado, por isso, de ora em diante, cada cristão viverá como filho e filha da ressurreição. Este gesto pode ser realizado também no inicio de todas as celebrações eucarística dominicais.

Fonte: Catequese Litúrgica - A missa explicada
PE. Guilhermo Micheletti

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Levantar os olhos

O homem é chamado a contemplar a Deus face a face, e a liturgia é antegozo dessa contemplação. Jesus externava essa experiência em momentos solenes de intensa expressão religiosa, quando estava em íntima comunhão com o Pai ( Mateus 14,19; Marcos 6,41; Lucas 9,16.29-31; João 17,1). Gesto que ocorre na Oração Eucarística I, na apresentação das oferendas, na oração, especialmente do Pai-Nosso, e também em variadas súplicas litúrgicas e pessoais.

Aplaudir

O aplauso expressa alegria, reconhecimento e honra; signo caloroso e entusiasta de aprovação. Atualmente é usado nas celebrações festivas. Aplaude-se nos batizados, nas crismas, quando se celebra a Primeira Comunhão, nos casamentos, quando alguns vocacionados á vida religiosa consagram a vida a serviço do Reino, e inclusive em algumas ocasiões de exéquias de algum irmão ou irmã.

Fonte Catequese Litúrgica - A missa explicada
Pe. Guilhermo Micheletti

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ajoelhar-se

Ajoelhar-se é atitude de pecador,  mais individual do que comunitária,  diante de infinita santidade de Deus. Manifesta a indignidade e a miséria de ser humano perante a grandeza do Senhor. A genuflexão individual é expressão manifesta de adoração a Deus. Ajoelhar-se quer dizer: sou pequeno, sou fraco e limitado. Quando se percebe claramente até que ponto se é pequenino diante do Deus puro e santo, brota espontaneamente a vontade de se abaixar, de encolher toda a figura, para que não se erga a natural arrogância. O coração diz em sua interioridade: " Meu Senhor, vós sois o Deus excelso, ao passo que eu sou pequeno, pouca coisa". Portanto, quando se dobra o joelho,não seja este gesto apressado, vazio e maquinal; deve-se inclinar também o coração, com uma profunda reverência. Esta só pode ser demonstrada a Deus, porque só ele é digno de ser adorado. Esse gesto revela humildade e verdade. A cada vez que é praticado, proporcionada grande bem para a alma.
Catequese Litúrgica - A missa explicada
PE.Guilhermo Micheletti

Bater no peito

Realiza-se o gesto de bater no peito quando se celebra o Ato Penitencial para simbolizar conversão, penitência, reconhecimento de que os cristãos são pequenos, fracos e pecadores perante a inesgotável misericórdia de Deus.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Genuflexão e inclinação de cabeça

A genuflexão, isto é, dobrar as pernas colocando o joelho direito no chão, indica humilde submissão a outrem. Pode-se fazer genuflexão na frente do Santíssimo, do Evangelho e, em certas ocasiões, na frente da cruz.
O equivalente é a inclinação da abeça e do corpo, gestos usuais na Liturgia oriental. Inclina-se a cabeça quando é mencionado, nas celebrações, o nome de Jesus, de Maria e do santo do dia ( ou do padroeiro). Inclina-se o corpo ao entrar no recinto sagrado, na frente do altar, diante do ícone de Cristo, da Mãe de Deus, em frente ás sagradas espécies, bem como antes da Comunhão e na frente da estante das leituras, no momento da proclamação do Evangelho.

Fonte: Catequese Litúrgica - A missa explicada
PE. Guilherme Micheletti