terça-feira, 23 de outubro de 2012

Riquezas na Igreja


Olinda -   Considerada a igreja mais rica de Olinda, São Bento é totalmente barroca – paredes de cedro talhado e coberto com ouro, painéis no teto, colunas de arenito, púlpitos trabalhados, sacristia suntuosa... O maior tesouro é o altar, com 14 metros de altura e  folheado a ouro de um extremo ao outro.







Os inimigos da Igreja não poupam acusações contra ela.

Grande parte da literatura contra a Igreja é produzida pelas seitas ditas evangélicas e pela Maçonaria.

Dentre as acusações, a de que a Igreja é riquíssima e que o melhor seria vender tudo e dar aos pobres.

Lembro, quando ouço isso, das palavras de Judas Iscariotes, o traidor;

“Estando à mesa, aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, cheio de perfume muito caro, e derramou-o na sua cabeça. Vendo isto, os discípulos disseram indignados: “Para que este desperdício? Poder-se-ia vender este perfume por um bom preço e dar o dinheiro aos pobres” Jesus ouviu-os e disse-lhes”Porque molestais esta mulher? É uma ação boa o que ela me fez. Pobres vós tereis sempre convosco, a mim porém, nem sempre me tereis.” (Mateus 26, 7-11)

Será que Deus condena termos Igrejas suntuosas e até luxuosas? Basta ler a Palavra de Deus, e se verá que Deus não condena. Leia se as maravilhas do tabernáculo no livro de Êxodo ou ainda mais luxuoso: O Templo, como escreve os livros de Samuel, Reis e Crônicas. Cristo aceitou coisas caríssimas trazidas a Ele (Jô 12, 5-6). Deus se revela a Moisés e pede coisas caras ao povo. Leia Êxodo 25, 1-40;  Salmo 95-6; 25-8;. Cristo nunca criticou o esplendor do Templo e os Apóstolos tinham orgulho dele. Nós temos orgulho de nossas belíssimas igrejas. 

A riqueza em obras de arte, livros e outros bens do Vaticano são patrimônio da Humanidade, não pertencem ao Papa, aos Cardeais ou a qualquer pessoa. O Papa não pode vendê-los e enquanto estiver ali todos nós podemos apreciá-los. Se vender poderá cair nas mãos de certos bilionários e o povo não mais poderá apreciá-los. Todo esse patrimônio é fruto de doações dos fiéis através dos séculos.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Como fazer avançar a nova evangelização?


Jéssica Marçal
Da Redação


Pontifícias Obras Missionárias
Padre Camilo Pauletti acredita que a melhor forma de perpetuar o anúncio da Boa Nova é dar testemunho
No mês em que o Papa Bento XVI reza por um avanço da nova evangelização nos países de antigo cristianismo, surge um momento de reflexão sobre o que é a nova evangelização e as dificuldades que a impedem de alcançar todos os povos. O mundo mudou e, da mesma forma, a evangelização precisa se adaptar para anunciar o Evangelho a todas as criaturas, conforme o mandato deixado por Cristo.

Alguns lugares, porém, ainda não se abriram plenamente aos novos métodos de evangelização, de forma que o uso de uma linguagem moderna e a participação inclusive dos leigos na ação missionária nem sempre é algo compreensível de imediato.

Mas não só nesses lugares a nova evangelização encontra entraves. Para o pároco da paróquia São Francisco, em Guaratinguetá (SP), padre Matusalém Gonçalves, que também é assessor da Comissão Missionária Diocesana (COMID), essas dificuldades aparecem de forma geral.

"Isso porque as pessoas estão parando muito pouco para escutar a Palavra de Deus; estão escutando mais aquilo que o mundo oferece. Mas nós temos que insistir, não podemos parar. A insistência tem que ser constante; é o pedido do Papa e da Igreja”, disse.

Avanço da nova evangelização


Padre Matusalém acredita que o avanço da nova evangelização se dará a partir da sua realização em pequenos grupos, buscando as pessoas, sem esperar que elas venham até a Igreja. “É preciso, como o próprio documento de Aparecida nos lembra, pequenas comunidades, pequenas paróquias, ir ao encontro do povo. Nós não podemos esperar mais que as pessoas venham até a Igreja, nós temos que ir atrás delas”.

Para além desse processo de busca, outra forma de fazer com que a nova evangelização tenha um largo alcance pode estar na própria pessoa empenhada nessa missão.

O diretor das Pontifícias Obras Missionárias (POM), padre Camilo Pauletti, acredita que não há uma fórmula exata para todas as situações, mas acredita que a chave de tudo está no testemunho.

“Eu vejo que a melhor forma de a gente poder fazer chegar esse anúncio da Boa Nova é o testemunho da gente, é marcar presença; é a palavra, mas também o gesto, a solidariedade, o desprendimento, saber ser gratuito diante de Deus e manifestar isso com a vida da gente. Aproximar-se daqueles que estão afastados, dos pobres, dos que sofrem, dos doentes, dos que estão em depressão, dos que não têm ninguém que olhe por eles”.

Porém, o padre explicou que isso envolve uma preparação. A pessoa deve buscar formação, rezar muito, preparar o espírito, confiar no Espírito Santo. O sacerdote destacou ainda que o pedido do Papa sobre a nova evangelização envolve não somente atingir as pessoas que não conhecem Cristo, mas evangelizar os cristãos católicos batizados que não vivem essa proposta do Evangelho.

Papel dos missionários 

Além da preocupação com o avanço da nova evangelização, o Papa reza em outubro para que o Dia Mundial das Missões, celebrado neste domingo, 21, possa ser uma ocasião para reafirmar o compromisso com a evangelização.

Embora exista um mês e até um dia especial para comemorar a ação missionária, ambos os padres enfatizaram que esta é apenas uma ocasião de lembrança, já que a missão acontece durante todo o ano.

“Todo cristão batizado tem um papel de evangelizador, de anunciar, de testemunhar, Agora, nesse final de semana, o penúltimo domingo no mês de outubro, é um dia especial, porque a Igreja em todo o mundo faz a sua oração, mas também a sua oferta econômica. É um momento de motivar as pessoas para doarem um pouco de si para o trabalho missionário no mundo", explicou padre Camilo.

Para o sacerdote, o desafio que deve ser vencido a fim de renovar o compromisso com a evangelização e fazê-la avançar é justamente o "dar testemunho", ser grato a Deus e conhecer a Palavra.

“Muita gente não conhece o Evangelho de forma profunda para poder viver. O desafio é conhecer a proposta de Jesus, encarná-la dentro da gente e depois expressá-la, não só nas palavras, mas nos gestos (...) com o testemunho da vida da gente, principalmente com aqueles que precisam mais”, finalizou padre Camilo.

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sábado, 20 de outubro de 2012

21 de Outubro de 2012 – 29º Domingo do Tempo Comum


Evangelho de Mc 10, 35-45
“O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir!”
Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se de Jesus e disseram: “Mestre, queremos que nos faças o que te vamos pedir”. Jesus lhes perguntou: “O que quereis que vos faça?” Eles responderam: “Que nos sentemos um à tua direita, outro à tua esquerda na tua glória”. Jesus, porém, lhes disse: “Não sabeis o que pedis! Podeis, acaso, beber o cálice que eu vou beber ou ser batizados com o batismo com que eu vou ser batizado?” “Podemos”, disseram eles. E Jesus prosseguiu: “Bebereis o cálice que eu vou beber e sereis batizados no batismo com que serei batizado, mas assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não compete a mim conceder. É daqueles para quem foi preparado”. Os outros dez, que ouviram isso, se aborreceram com Tiago e João. Jesus, porém, os chamou e disse: “Sabeis que os que parecem governar as nações as oprimem e os grandes as tiranizam. Entre vós, porém, não deve ser assim. Ao contrário, quem de vós quiser ser grande, seja vosso servidor; e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos. Pois também o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate de muitos”. 
COMENTÁRIO
Mais uma vez nos reunimos para meditarmos a Palavra de Deus neste domingo em que celebramos o dia mundial das missões. Para você missionário e missionária, que se coloca a serviço do evangelho, um grande abraço e as nossas orações.O cristão é um missionário, cuja missão é levar ao mundo inteiro a Boa Nova da Salvação. Os missionários e as missionárias estão sempre presentes junto aos marginalizados. Através dos excluídos, sem esperar nada em troca, servem a Deus.Sem esperar recompensas aqui, nesta vida, mas na vida eterna certamente serão muito bem recompensados. A Glória Eterna será a recompensa para quem cumprir a sua missão. Jesus prometeu que todos que vivem a sua Palavra têm um lugar garantido no céu.Sabendo disso, Tiago e João trataram de reservar seus lugares bem próximos ao Mestre, um de cada lado.Veja, tratam-se de dois discípulos, membros de um grupo de doze, e sempre próximos do Mestre. Recebiam orientações de manhã, de tarde e de noite e, mesmo assim, aparecem aqui disputando os primeiros lugares no Reino de Deus. Estavam preocupados em garantir um lugar à esquerda e outro à direita.E o resto do grupo? Onde iriam sentar-se os outros dez? Onde iria sentar-se o restante da humanidade? Certamente nada disso passou por suas cabeças, estavam preocupados somente consigo próprios. Devemos aproveitar este Evangelho para crescermos, pois é exatamente assim que nos comportamos.Jesus então esclarece que o Reino de Deus é bem diferente deste nosso mundo. No Reino de Deus estar nos primeiros lugares não significa ter mais poderes, mas sim estar mais disponível. Quanto maior a disponibilidade para servir, quanto mais perto dos necessitados, mais próximo de Jesus se está."Aquele que quiser tornar-se grande entre vós, seja aquele que serve, quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos". E Jesus não fica somente nas palavras, ele próprio se coloca como exemplo dizendo: "Eu não vim para ser servido, mas para servir e dar a minha vida para resgatar a humanidade".Nascemos para ser santos, Deus nos fez para a santidade. Os santos foram exaltados e, até mesmo, elevados aos altares por sua humildade. Jesus sempre ressaltou a importância da humildade, e a classificou como condição básica para a santificação."Jesus manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso!" Nunca é demais repetir esse pedido, pois o humilde será exaltado. Nossa Senhora foi a mais exaltada entre todas as criaturas porque, mesmo sendo a Mãe de Deus, manteve sua humildade e fez-se escrava do Senhor.Na Quinta-feira Santa, Jesus lavou os pés dos seus discípulos e disse que seu exemplo deveria ser seguido. Lavem os pés uns dos outros, se compreenderem isso e praticarem, vocês serão verdadeiramente felizes. Com isso Jesus quis dizer que, a felicidade é um prêmio para quem vive a humildade.Como é difícil lavar os pés do irmão e aceitar o último lugar! Não é fácil perdoar, pedir perdão, sentir a sensação de estar sendo rejeitado e deixado de lado. É preciso lembrar que o humilde não vive para si, mas para Deus. Na prática, ser humilde é aceitar morrer para si mesmo. É como o grão de trigo que precisa morrer para produzir frutos.     

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Por que esta vida é tão precária?


Toda flor que se abre logo estará murcha, todo dia que nasce logo termina
Uma das reflexões mais profundas que podemos fazer é sobre a efemeridade de todas as coisas que envolvem nossa existência. Deus dispôs tudo de modo que nada fosse sem fim aqui nesta vida. Qual seria o desígnio de Deus nisso? Cada dia de nossa vida temos de renovar uma série de procedimentos: dormir, tomar banho, alimentar-nos, etc. Tudo é precário, nada é duradouro; tudo deve ser repetido todos os dias. A própria manutenção da vida depende do bater interminável do cora­ção e do respirar contínuo dos pulmões. Todo o organismo repete sem cessar suas operações para a vida se manter. Tudo é transitório… Nada permanente. Toda criança se tornará um dia adulta e, depois, idosa. Toda flor que se abre logo estará murcha, todo dia que nasce logo termina… E assim tudo passa, tudo é transi­tório, Por que será? Porque tudo nesta vida é passaheiro? Com­pra-se uma camisa nova, e logo já está surrada; compra-se um carro novo, e logo ele estará bastante rodado e vencido por novos modelos, e assim por diante.A razão inexorável dessa precariedade das coisas também está nos planos de Deus. A razão profunda dessa realidade tão transitória é a lição cotidiana que Deus nos quer dar de que esta vida é apenas uma passagem, um aperfeiçoamento, em busca de uma vida duradoura, eterna, perene.
Em cada flor que murcha e em cada homem que falece, é como se Deus nos dissesse: “Não se prendam a esta vida transitória. Preparem-se para aquela que é eterna, quando tudo será duradouro, e nada precisará ser renovado dia a dia. “Isto mostra-nos também que a vida está em nós, mas não é nossa. Quando vemos uma bela rosa murchar, é como se ela estivesse nos dizendo que a beleza está nela, mas  não lhe pertence. Quando vemos uma bela artista envelhecer, é como se ela nos dissesse: “a beleza está em mim, mas não me pertence”.
Com a precariedade da vida e de tudo o que nos cerca, Deus nos ensina, diária e constantemente, que tudo passa e que não adianta querermos construir o céu aqui nesta terra. Ainda assim, mesmo com essa lição permanente que Deus nos dá, muitos de nós somos levados a viver como aquele homem rico da parábola narrada por Jesus. Ele abarrotou seus celeiros de víveres e disse à sua alma: “Descansa, come, bebe e regala-te” (Lc 12,19); ao que Deus lhe disse: “Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma” (Lc 12,20).
A efemeridade das coisas é a maneira mais prática e cons­tante que Deus encontrou para nos dizer a cada momento que aquilo que não passa, que não se esvai, que não morre, é aquilo de bom que fazemos para nós mesmos e, principalmente, para os outros. Os talentos multiplicados no dia-a-dia, a perfei­ção da alma buscada na longa caminhada de uma vida de me­ditação, de oração, de piedade, essas são as coisas que não passam, que o vento do tempo não leva e que, finalmente, nos abrirão as portas da vida eterna e definitiva, quando “Deus será tudo em todos” (cf. I Cor 15,28).
A transitoriedade de tudo o que está sob os nossos olhos deve nos convencer de que só viveremos bem esta vida, se a vivermos para os outros e para Deus, de acordo com Sua Vontade e suas Leis. São João Bosco dizia que “Deus nos fez para os outros”. Só o amor; a caridade, o oposto do egoísmo, pode nos levar a compreender a verdadeira di­mensão da vida e a necessidade da efemeridade terrena.
Se a vida na terra fosse incorruptível, muitos de nós jamais pensarí­amos em Deus e no céu. Acontece que Ele tem para nós “algo mais excelente”, aquela vida que levou São Paulo a exclamar: “Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Cor 2,9).
A corruptibilidade das coisas da vida deve nos convencer de que Deus quer para nós uma vida muito melhor do que esta – uma vida junto d´Ele. E, para tal, Ele não quer que nos acostu­memos com esta, mas que busquemos a outra, onde não have­rá mais sol porque o próprio Deus será a luz, e não haverá mais choro nem lágrimas, porque Ele mesmo as enxugará.
Aqueles que não crêem na eternidade jamais se confor­marão com a precariedade desta vida terrena, pois sempre so­nharão com a construção do céu nesta terra. São os seguidores dos filósofos ou pensadores ateus como Voltaire, Nietzsche, Fuerbach, Marx, Saramago, Freud, Sartre, Kierkegaard e tantos outros que se incumbiram de fomentar o desespero nas almas e até o suicídio, por não crerem em Deus. Esses não se conformaram com a precariedade da vida e a achavam lamentável. Mas, para os que crêem, para aqueles que a Luz de Cristo iluminou a sua vida, já que “Ele é a luz que vindo a este mundo ilumina todo homem” (João 1, 9), a efemeridade tem sentido: pois canta a Liturgia que “a vida não será tirada, mas transformada”; o “corpo corruptível se revestirá da incorrupti­bilidade” (1Cor 15,54) em Jesus Cristo.
São Paulo, falando aos filipenses, explicou tudo em poucas palavras: “Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a si toda criatura.” (Fil 3, 20-21). E disse aos corintios: “Semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível; semeado no desprezo, ressuscita glorioso; semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso; semeado corpo animal, ressuscita corpo espiritual”. (1Cor 15, 42-43) E ainda: “Se é só para essa vida que temos colocado a nossa esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de lástima” (1 Cor 15,19).
Enquanto essas verdades não caírem no fundo de nossa alma, e ali produzirem os seus frutos, não seremos verdadeiramente felizes e realizados neste mundo. Mas também isso é graça de Deus.
Prof. Felipe Aquino

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cuidar da saúde é um dever cristão

O Senhor Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente (Gn 2,7)
Os anjos só tem espírito e os animais apenas têm corpos. Já o ser humano é uma síntese perfeita e maravilhosa de ambos. A pessoa humana, criada à imagem de Deus, é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual. O relato bíblico exprime esta realidade com uma linguagem simbólica, ao afirmar que “o Senhor Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente” (Gn 2,7). Portanto, o homem em sua totalidade é querido por Deus.
O corpo do homem também participa da dignidade da “imagem de Deus”: é a pessoa humana inteira que está destinada a tornar-se, no Corpo de Cristo, o Templo do Espírito Santo.
O Concílio Vaticano II explicou que: “Unidade de corpo e de alma, o homem, por sua própria condição corporal, sintetiza em si os elementos do mundo material, que nele assim atinge sua plenitude e apresenta livremente ao Criador uma voz  de louvor. (GS 14,1)
Portanto, não se pode desprezar a vida corporal; ao contrario, devemos estimar e honrar o corpo, porque ele foi criado por Deus e destinado à ressurreição no último dia.
Desta forma, devemos evitar todo tipo de vícios e maus hábitos que possam fazer mal à saúde e prejudicar o corpo. Todas as formas de vícios acabam lesando a saúde; o vicio do cigarro, a bebida alcoólica, e as drogas, de modo especial, fazem mal à saúde.
É preciso cultivar a virtude da temperança pois ela nos ajuda a evitar toda espécie de excesso, o abuso da comida, do álcool, do fumo e dos medicamentos usados de maneira errada.
Tudo o que possa fazer mal ao corpo é considerado pela Igreja como algo mal e indevido. Por exemplo, aqueles que, em estado de embriaguez ou por gosto imoderado pela velocidade, colocam em perigo a segurança alheia e a própria nas estradas, no mar ou no ar, tornam-se gravemente culpáveis. Quantas pessoas perderam a vida por causa de acidentes causados nas estradas por motoristas embriagados ou até mesmo drogados.
Não é licito também colocar a vida e a saúde em risco sem necessidade, apenas pelo desejo imoderado de aventura.
A Igreja lembra-nos que “a vida e a saúde física são bens preciosos confiados por Deus. Devemos cuidar delas racionalmente, levando em conta as necessidades alheias e o bem comum. O cuidado com a saúde dos cidadãos requer a ajuda da sociedade para obter as condições de vida que permitam crescer e atingir a maturidade: alimento, roupa, moradia, cuidado da saúde, ensino básico, emprego, assistência social.” (Catecismo §2288)
Especialmente em relação aos jovens os pais precisam estar alertas sobre os vícios, pois sabemos que é na juventude que eles se iniciam e podem se tornar um grande mal. Quantos jovens perderam as suas vidas por causas das drogas!
Juntamente com a saúde física é preciso cuidar da saúde mental. Se a pessoa não tem uma vida equilibrada, ela pode buscar nos vícios uma forma de compensar as frustrações e carências afetivas, etc. Podemos e devemos buscar ajuda profissional e  espiritual para tratar dos males de nosso espírito. Hoje a depressão é causa de muito sofrimento, e mesmo de morte. É preciso tratar dela com médicos, psicólogos, psiquiatras e ajuda espiritual.
Também as condições de trabalho inadequadas podem fazer mal à saúde. Felizmente os governos estão hoje mais alertas a isto, mas assim mesmo ainda há casos de desrespeito neste campo.
Em relação ao trabalho é preciso lembrar também que não podemos ser escravos dele. Muitos se matam de trabalhar, sem o necessário repouso e férias. Isto prejudica a saúde física e mental, sem falar no mal que pode fazer para a família. Quantos pais e mães abandonam seus filhos para se dedicar exageradamente ao trabalho. O dinheiro ganho deste jeito pode depois ter que ser usado com médicos e psicólogos para compensar os males produzidos pela ausência dos pais junto aos filhos.
Se por um lado, é preciso cuidar do corpo, é importante também não dispensar a ele um cuidado exagerado. A alma é mais importante que o corpo; este um dia morrerá, mas alma é imortal.
Infelizmente a nossa sociedade dispensa ao corpo um cuidado exagerado no sentido e cultuar a beleza a todo custo. Há hoje uma verdadeira “ditadura da beleza” que escraviza especialmente as moças. A mídia muitas vezes lhes impõe um padrão de beleza; e faz sofrer aquelas que não atingem este padrão.
A Igreja ensina que “se a moral apela para o respeito à vida corporal, não faz desta um valor absoluto, insurgindo-se contra uma concepção neo-pagã que tende a promover o “culto do corpo”, a tudo sacrificar-lhe, a idolatrar a perfeição física.” (Cat. §2289)
Cuidar do corpo e da saúde é algo importante e necessário, mas cair no erro do culto exagerado do corpo, como se ele fosse mais importante que o espírito, é um erro que coloca o homem de cabeça para baixo.
Prof. Felipe Aquino

sábado, 13 de outubro de 2012

Desafios lançados por Dom Nelson para o Ano da Fé

1. Descobrir o dia em que foi batizado. Dom Nelson falou que no Ano da Fé todos devem descobrir o dia de seu Batismo e celebrar esta data tão importante. O dia especial em que nossos pais e padrinhos nos conduziram até à Igreja e, na fonte batismal, a gente se tornou filho/a de Deus. Fomos introduzid
os na Igreja. O Batismo e, portanto, a Porta da Fé. A vida da graça que recebemos no Batismo é mais importante do que muitas coisas a serem comemoradas em nossa vida.
2. Rezar o Credo niceno-constantinopolitano todos os dias. As Paróquias vão oferecer o cartão com o Credo para ser rezado sozinho ou em família. Vamos “aprender de cor” a nossa profissão de fé.
3. Por fim, Dom Nelson informou que a Diocese vai oferecer, ao longo do Ano da Fé, muitas oportunidades de aprofundamento da nossa fé.
O Ano da Fé é uma oportunidade especial para a gente se fortalecer na fé e transmitir esta mesma fé aos que caminham conosco diariamente.




Irmã Maurinea Santos

"O Cristianismo é marcado pela presença do Deus eterno", diz Papa



O Papa Bento XVI recebeu na manhã desta sexta-feira, 12, alguns bispos que participaram do Concílio Ecumênico Vaticano II como Padres conciliares. Também estiveram presentes no encontro patriarcas e arcebispos das Igrejas católicas orientais e presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo. 

Acesse
.: NA ÍNTEGRA - Discurso do Papa aos bispos que participaram do Concílio Vaticano II como Padres conciliares  - 12/10/2012


Em seu discurso, Bento XVI destacou que o cristianismo é sempre novo, de forma que não deve ser considerado como algo do passado. “O Cristianismo é marcado pela presença do Deus eterno, que entrou no tempo e está presente em todo o tempo, para que  cada tempo surja do seu poder criador, do seu eterno ‘hoje’”. 

O Papa comparou o cristianismo a uma árvore que está sempre em perene “aurora”, sempre jovem. Porém, ele fez a ressalva de que esta “atualização” não significa rompimento com a tradição, mas exprime a contínua vitalidade. “...devemos levar o 'hoje' de nosso tempo no 'hoje' de Deus”, disse. 

Bento XVI destacou ainda que o Concílio foi um tempo de graça em que a Igreja aprendeu com o Espírito Santo que, ao longo de seu caminho na história, precisa falar ao homem contemporâneo. “... mas isso só pode acontecer pelo poder daqueles que têm raízes profundas em Deus, deixam-se guiar por Ele e vivem com pureza a própria fé; não vem daqueles que estão se adaptando ao tempo que passa, daqueles que escolhem o caminho mais confortável”. 

Por fim, o Papa definiu como preciosa a memória do passado, mas ressaltou que esta não é um fim em si mesma. Ele disse que o Ano da Fé sugere o melhor modo de recordar e comemorar o Concílio. Este modo é voltar as atenções para o coração da mensagem do Concílio, que nada mais é do que a mensagem da fé em Cristo. 

“Desejo sinceramente que todas as Igrejas particulares encontrem, na celebração deste Ano, a ocasião para o sempre necessário retorno à fonte viva do Evangelho, ao encontro transformador com a pessoa de Jesus Cristo”, finalizou. 

Jéssica Marçal
Da Redação